https://mapacultural.pa.gov.br/agente/22821/#info
Marcos
André Hayden de Albuquerque2
Fábio
dos Santos3
RESUMO
Este
artigo aborda processos históricos do movimento Hip-Hop em Belém do Pará, seu
surgimento, desenvolvimento e difusão. O presente estudo, tem como
fundamentação prática, pesquisas bibliográficas e documentais. Se buscou nesse
estudo, compreender a trajetória do Hip Hop em Belém do Pará, desmistificando a
idéia de que o movimento estaria relacionado à violência e ao tráfico de
drogas, considerando que o Hip Hop se trata de cultura de paz e maneira
criativa de dizer não as drogas. Logo, o movimento se relaciona diretamente a
questão da inclusão social. Dentro do contexto histórico do movimento Hip Hop em
Belém do Pará, foram criados grupos como o MHOP e a Bancada Rap Gospel, entre
outros, tendo, portanto, esse movimento ao longo do tempo e de diversas
interações, construído articulações diversas, fundamentais a continuidade desse
processo artístico, cultural, social.
Palavras-Chave:
Hip
Hop, movimento, história, Belém do Pará.
ABSTRACT
This article discusses historical processes of the Hip-Hop movement in
Belém do Pará, its emergence, development and diffusion. The present study has,
as a practical foundation, bibliographical and documentary research. In this
study, we sought to understand Hip Hop's trajectory in Belém do Pará,
demystifying the idea that the movement would be related to violence and drug
trafficking, considering that Hip Hop is a culture of peace and a creative way
of saying no the drugs. Therefore, the movement is directly related to the
issue of social inclusion. Within the historical context of the Hip Hop
movement in Belém do Pará, groups such as MHOP and Rap Gospel Bancada were created,
among others, having, therefore, this movement over time and several
interactions, constructed diverse articulations, fundamental to continuity of
this artistic, cultural and social process.
Keywords: Hip Hop, movement, history, Belém do Pará.
1 Artigo apresentado ao curso de
pós-graduação em Educação, Diversidade e Inclusão Social pelo convênio
UCDB/Portal Educação. Campo Grande, 2018.
2Formado em Turismo pela Faculdade Pan Amazônica-FAPAN. Email:marcoshayden7@gmail.com
3 Formado em Filosofia e História pela
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Educação Social pela
Universidade Católica de Brasília (UCB), e em Educação a Distância pela UCDB,
Mestre em Educação. E-mail: fabio.santos@ucdb.
INTRODUÇÃO
Este trabalho buscou como objetivo geral,
conhecer a realidade e descrever o transcurso histórico e intervenções, do
movimento Hip Hop em perspectiva local, especificamente em Belém do Pará;
analisando ainda a questão da inclusão social. Como esse movimento se construiu
em meio ao processo histórico para que assim tivéssemos melhor entendimento de onde surge a cultura na
pedreira.
Nesse contexto se descobre, como se ocorre a
inicialização e o transcurso do movimento Hip Hop em Belém do Pará. Uma
Vivência Real,que diz respeito a sobrevivência do Movimento Hip Hop, ou seja,
como o mesmo se encontra atualmente, assim como o resgate da história original
do mesmo em Belém.
Desse modo, a análise de formações de grupos
diversos que aconteceram dentro do Hip Hop, se faz fundamental para o
entendimento das interações e transformações que ocorrem dentro de um movimento
tão intenso e extenso como este em estudo que foi registrado com os Mestres
Pioneiros.
Dessa maneira, para que se pudesse atingir os
requisitos que esse trabalho se propôs, se procedeu a pesquisas, bibliográficas,
pessoais e documentais no sentido de que se tivesse êxito para a compreensão do
processo em estudo.
ORIGENS
DA CULTURA E DO MOVIMENTO HIP HOP
Em 11 de Agosto de 1973, a cultura Hip Hop
surge celebrando a primeira Block Party em uma festa de aniversário de sua irmã
Cindy Campbell, realizado pelo DJ Kool Herc, na Sedgwick Ave 1520, onde hoje é
tombada pelo patrimônio histórico, avenida Hip Hop.
Em 1974, depois que DJ Áfrika Bambaataa criou
a Zulu Nation e passou a utilizar o termo Hip Hop criado pelo amigo Love Bug
Starski e Cowboy, a "cultura" ganhou o nome Hip Hop e sua definição como
movimento, por ter a união daqueles diversos elementos que já estavam unidos
desde 11 de agosto de 1973. Assim surge anos depois, a proposta de filmes como
beat street e Wild Style, para que todos entendessem sobre a cultura e o
movimento.
O surgimento
do movimento hip-hop organizado mundial está diretamente vinculado à fundação
da universal zulu nation em 12 de novembro de 1974, onde reuniria: djs,
dançarinos, Mcs, grafiteiros, com sede na avenida sedgwick,1520, no Bronx. Com
o lema paz amor união e diversão com responsabilidade, a entidade desenvolveu
dinâmicas por meio da dança música e artes plásticas, também promoveu
palestras, as infinity lessons (lições infinitas), sobre temas como:
matemática, ciências, economia, prevenção às drogas e doenças, entre outros. A
ideia é transformar positivamente o comportamento dos membros de gangues de rua
e assim tornar do negativo para o positivo gerando uma conscientização social.
(LEAL, 2007, p. 24,25):
A "Cultura Hip Hop", tem em
personagens como Kool Herc, Áfrika Baambata e Grand Master Flash, seus
principais impulsionadores. A Cultura Pode ser entendida, portanto, como
conjunto de ferramentas sociais, representações e produções simbólicas no
espaço de rua. Por sua vez, o movimento Hip Hop, se caracteriza pela
organização de pessoas ligadas a um comprometimento de ações sociais em
projetos articuladores no conhecimento de causa, diretamente com a base
histórica da cultura Hip Hop em torno de objetivos culturais político-sociais,
específicos.
Os 05 elementos artísticos constitutivos do
Hip Hop são: o break b-boy /b girl, que
representam o exercício e a expressão humana através da dança ou movimento do
corpo para manter o corpo saudável. O Rap é
relacionado ao ritmo e a poesia, sendo o Mc, a consciência, o cérebro,
apresentando as atividades e shows ele é o
griot oral, o transmissor da mensagem, sendo
expressão musical-verbal da cultura Hip-Hop. O Graffiti, é a escrita da linguagem ou o escriba que documenta a
história, expressão da arte e meio de
comunicação; O Dj, responsável pela produção das músicas de base para cantar,
sendo o tambor da arte e movimento que leva os sons ao coração.O Conhecimento é
a Raiz de Tudo. (BAMBAATAA,
2017)
Dentre os grupos que escolheram a cidade como
local de reprodução social, este trabalho destaca o movimento Hip Hop que faz
parte das paisagens das cidades do mundo, sejam elas, grandes metrópoles como
New York e São Paulo, ou cidades menores como as metrópoles regionais como
Belém e Fortaleza.
(SOUZA, 2004).
Construído nas periferias das cidades, o Hip
Hop se desenvolve em meio a espaços públicos, tais como: praças, viadutos e vias,
territórios onde se percebe a maneira de fazer arte; trazem da periferia
códigos e experiências de vida, buscando participar mais ativamente de questões
sociais das cidades. (SOUZA, RODRIGUES, 2004)
Formado por jovens de famílias da periferia,
onde o trabalho se faz presente cedo em suas vidas. Comumente convivem de perto
com criminalidade, tráfico de drogas, que encontram na periferia o espaço para
se instalar, por conta da instabilidade econômica, ausência de condições
materiais para sobrevivência, segregação socioespacial, além das carências de
todos os tipos. Em meio a tudo isso, comumente têm que conviver com a
discriminação racial e o preconceito social que estigmatiza o morador da
periferia.
Tais problemas acabam passando por processo
de ressignificação por expressões artísticas culturais que envolvem música,
dança e artes plásticas. Neste processo, bairro, rua e redes de relações
organizadas, são fundamentais, considerando que são elementos básicos para
produção artística e política cultural.
A diversidade
étnica foi usada por seus mentores para educar e apresentar uma ordem de um
novo pensamento periférico, que ajudou a diminuir a violência entre as gangues
da maior cidade dos Estados Unidos, Nova York. o hip hop tinha claramente
propostas de inclusão social jovens e ideias revitalizadoras, porque estavam
baseadas em novas linguagens e objetos de expressões no âmbito das artes,daí a
importância de se entender sua real história sua identidade e seu crescimento e
diversas áreas de ação.No Brasil esta história começa a ser contada de maneira
própria,em sua organização,divulgação e manifesto,mesmo que politicamente
muitas vezes explorada,e comercialmente ainda sem a contundência que
merecia ter para as massas. (LEAL, 2007, p.14-15)
A CULTURA HIP HOP NO BRASIL
No ano de 1984, a cultura no Brasil tem seu
ponto de partida com Nelson Triunfo e amigos na rua 24 maio, em seguida praça
Roosevelt até se tornar fixa na estação de metrô São Bento e assim a mídia foi
lá e tornou conhecida essa cultura em nível nacional e internacional.
Em território Brasileiro, já no inicio da
década de 80 a febre do breaking no Brasil ganhou muito mais força, a ponto da
dança se tornar uma verdadeira “febre” popular, seguindo a tendência mundial.
Um fato que contribuiu bastante para que o
break se tornasse um fenômeno em massa foi o lançamento do filme Beat Street,
no Brasil, onda do break. No elenco e trilha sonora, as participações incluíam
diversos nomes de representantes do Hip Hop que vinha se tornando um fenômeno
de grande sucesso nos EUA. No filme estavam Kool Herc e Áfrika Bambaataa, que
verbalizou a expressão “Hip Hop” e
criou a organização Zulu Nation e Grand Master Flash, que
criou várias técnicas de discotecagem, além de Jazzy jay, Doug e Fresh, Soul
sonic force, Rock Steady crew e New York city breakers, entre outros.
Em pouco tempo este filme se tornaria uma
espécie de vídeo aula de fundamental importância para que o Hip Hop no Brasil,
começasse a ser compreendido como uma cultura mais ampla que além da dança
inclui o grafite, Dj e a música rap. (Triunfo, 2014)
Em 1984, o programa de televisão da rede
Globo, o “Fantástico”, faz cobertura de um grande encontro dos dançarinos de
break que já representavam a cultura em São Paulo. (Triunfo, 2014)
Para Rafa Santoro (p.30, 2007), “As Nossas inspirações
não vinham apenas dos Estados Unidos, mas também do Brasil, especificamente de
São Paulo, o grupo de Nelson Triunfo (Funk Cia) nasceu no DF e se mudou para
são Paulo. Funk Cia. é realmente uma Lenda no País”.
Apesar da
febre do break não estar direto na mídia, a fama da estação de metro São Bento
conhecida como meca do Hip Hop, em São Paulo, continuará a se espalhar. Entre
1985 e 1986, mobilizando um número maior de jovens que de longe dos seus bairros
já vinham praticar passos de break e arriscar técnicas de discotecagem,
rascunhar as primeiras rimas e esboçar traços de graffiti, mesmo que não
entendessem direito o que aquilo tudo significava ou em que poderia se
transformar. (TRIUNFO, 2014 p. 225).
A CULTURA HIP HOP EM BELÉM
Em Belém, a cultura Hip Hop,começou segundo Armando Pantoja e Jorge Break de fato em novembro de 1984 assistindo no Cinema Olímpia o Filme Beat Street, com os pioneiros Electro Boys, Scorpions colors, Brazilian breakrs, dekanos, irmãos break, garotos do break, quando estes assistiram o filme beat street no cinema Olímpia e tiveram a idéia de reproduzir a cultura Hip Hop da forma deles, não importa se naquele tempo era só chamado de a febre do break, sendo que de maneira nativa eles já faziam o Hip Hop acontecer, mesmo sem saber o nome exato. (RELATO DE ARMANDO E JORGE BREAK, 2017)
Vale lembrar que a dança break é um dos
elementos importantes da cultura e que faz o Hip Hop se movimentar, muito mais
dançando do que apenas falando, e por verem o que o filme fazia da parte
cultural, organizacional e social, seguiram fazendo o estilo de vida que
aprenderam no filme e fizeram isso em diversos bairros de Belém.
No bairro da pedreira, em Belém do Pará, onde
começou a manifestação da cultura, os electro boys treinavam e davam aula de
dança na associação dos moradores da passagem Doutel e também davam aulas para
crianças e jovens em um espaço de lazer que havia bem antes da construção do
hospital de clínicas Gaspar Vianna, reunindo aproximadamente, quarenta pessoas de
cada vez.
Neste contexto, o jovem americano Clifton
Park que veio a Belém ensinar inglês, era o líder do Scorpions Colors. Park
dançou na estréia do filme beat street no cine olímpia e no cinema Palácio,
este jovem tinha informações do que estava acontecendo nos Estados Unidos,precisamente
no Bronx,tudo isso contribuiu para formação em 1993 de um movimento que se
consolidou com a união de amigos.
Os irmãos Break wlad e marquinhos Tinham
acesso a pessoas da Tv e Rádio e assim se Multiplicava a febre do break,contribuíram
nesta ação:Arlindo,Geléia,Francisco,João Batista,Elcio e Camarão que venceu o
concurso da caravana da street dance da rádio cidade morena.
Os personagens pioneiros ficaram conhecidos nas periferias de Belém, através da cultura
Hip Hop chamada de febre do break
dos anos 1984 a 1990. Foram eles os
grupos de break e os Djs: Tarrika, Saulo Teixeira da Grande Difusora Rádio
Cidade Morena,
Roberto Funk do Carrosssel,Sérgio Lobo da
Shock, Magal Sid Shopp Hauss, que sempre davam shows de música e mixagem nas
festas agregadoras de jovens da cidade, que estabeleceram seu território se
encontrando ás proximidades da La Creme, situada no canto da avenida
generalíssimo Deodoro com avenida Nazaré e na praça da república, em frente ao
banco da Amazônia.
Assim aos
finais de semana seguiam dançando pela praça, passando em frente ao centro de diversões em nazaré, até
chegar em São Brás, passando pela praça Floriano Peixoto em frente ao mercado, indo em direção da Festa Carrossel,
divulgando assim o que amavam fazer. O
Hip Hop em Belém se multiplicou a partir do break, e nos anos 90, passou a se
reunir no sentido da construção de um movimento organizado. O início da união
dos elementos que constituem o Hip Hop em movimento, aconteceu quando os b.boys
se encontraram nas festas com os Djs,com o grupo de Rap Fator Contrário e o
Grafiteiro Wellington e se uniram para juntos representarem suas idéias nas
reuniões dentro de Escolas e espaços com outras pessoas desta forma o Hip Hop conseguiu informação,
enquanto o movimento de conscientização cultural artístico social se inicia em
Belém, passa a ganhar contornos definidos principalmente quando tiveram a
oportunidade de ter em mãos uma revista
que identificaria a história e seus Fundadores: a revista The Source
Magazine de 1993,que tinha na Capa
os três responsáveis da fundação,kool herk,áfrika bambaataa e grand
máster flash. O encontro entre os que dançavam break e os que cantavam rap, os
Djs que tocavam nas festas e o grafiteiro Wellington que fazia as letras e artes
dos grupos nas camisas e nos muros,se constituiu em ação fundamental dentro da
formação do movimento.
Aconteciam reuniões na escola técnica Magalhães
barata e Escola Renato Condurú, e na Associação de moradores da providência e
Escola Salesiana Pedreira visando divulgação das informações Hip Hop na
periferia, nestes locais também acontecem as oficinas para crianças e jovens
como inclusão social e alternativa a Diminuição da violência e contra a
criminalidade seguindo o exemplo de arte educação dos electro boys, devido às
desigualdades relacionadas ao crescimento da cidade.
AS INFORMAÇÕES
VIA RÁDIO
A história da cultura Hip Hop tem construções
significativas através de Jovens de Belém que viajavam a Nova York,frequentavam a Festa Discoteca Disco 54 e de lá já
traziam informações, novidades das músicas mais tocadas nos Estados Unidos. No
final dos anos setenta, surgiram discotecas como:
Chamego,Gemini,Marista,Batistão, Shock Disco Club e outras. No entanto, somente
em 1979, as músicas deram um grande salto em Belém com o surgimento da primeira
FM do Pará, a Rádio Rauland.
Em sua programação havia um programa
internacional chamado de big Apple show, onde tocavam músicas do kool in the
gang, George Clinton, Parliament Funkadelic,James Brown.
Em Janeiro de 1980, tocaram o "Rapper's Delight"
um single de 1979 do trio estadunidense de Rap Sugarhill Gang. Apesar de não
ser a primeira canção do gênero a ser lançada,"Rapper's Delight"
tornou-se a responsável pela popularização do rap no País. Nas rádios de Belém no ano de 1982,
The message,
marco Hip Hop de Grandmaster Flash and the Furious Five, foi a melhor canção na
história do gênero sendo a expressão musical mais ouvida e influente do
planeta. Conseguindo o topo da lista por ser a primeira canção de consciência cultural política social. (Arquivos da
Rádios Rauland e Cidade Morena).
Na década de 80, a black music e a disco,
estouraram no Brasil com a Shic Show e também em Belém. Nesse momento pessoas já dançavam o
original Funk e o pessoal da futura formação dos electro boys também já dançava
uns passos no que depois se tornariam pioneiros do Hip Hop de Belém, pelo
elemento break. A mídia ajudou muito a divulgar a dança naquela época através
dos vídeos clips.
Imagem1:
Foto do Jornal da época da avant premiere
da Rádio liberal
Fonte: jornal
o Liberal
Fonte: Arquivo
da Rádio e Jornal a Província do Pará 1984
O radialista
conhecido em Belém como big pantera teve no
início dos anos 80, a idéia de fazer concursos de dança e tiveram a oportunidade
de fazer junto a outros profissionais da comunicação, como: Janjo Proença,
Tarrika e Saulo Teixeira; o Marketing da Avant Premiere, do filme Beat Street
no cinema Olímpia.
Big pantera chamou os Electro Boys da
pedreira para fazer o primeiro projeto de Hip Hop, A Caravana da Street Dance
nos bairros, com o MC Big e o DJ Saulo Teixeira, anunciando os filmes Beat
Street, Breaking e Flash Dance, fazendo de Belém do Pará, a febre do Break nos
anos 80, sendo nesse contexto, a equipe dos Electro Boys, representante da
cultura na cidade de Belém.
Os Djs que
foram pioneiros em tocar as músicas do Hip Hop em Belém foram: Djs Tarrika e
Saulo Teixeira, Dj Roberto Funk do bairro da pedreira que tocava na casa de
eventos o carrossel, Dj Sérgio lobo na casa de eventos Shock /Play House da BR
316, e Dj Magal Sid com a equipe Katus som 5, na casa de eventos Shopp Hauss,
no bairro do entroncamento, sendo Magal Dj Residente Oficial do MHOP. (ARQUIVO DO
MHOP, 2018).
O Ponto de Partida da Cultura Hip Hop foi no
bairro da pedreira pelo Electro Boys. Nesse contexto, Bboy fera ao ver os
Electro Boys dançando se interessa e leva o Hip Hop para o bairro da terra
firme.
O Nome Electro Boys surgiu de ver o filme breakin 2 estava escrito no Carro Electro Rock e da idéia de Raio uma
forma de dançar eletrizante, ou seja, os garotos elétricos que dançavam muito
eletrizados pela música break.
Imagem3: Mídia da época marketing dos Filmes na
Rádio
Fonte: Arquivos Rádio
Ainda na década de 80, foram feitas as street
dancers nos bairros da: pedreira, telégrafo, praça da república e a grande
final no parque de diversões na praça centro de atividades de Nazaré o
conhecido CAN- Conjunto Arquitetônico de Nazaré, onde um carro som fazia a
festa e os Dj Saulo Teixeira e Tarrika tocavam músicas dos filmes Beat Street e
Breakdance, de cima de um trio elétrico, levando a juventude de Belém a pura
nostalgia nos embalos do break dance music.
Paes Loureiro (2018) relatou que em pouco
tempo este filme se tornaria uma espécie de vídeo-aula de essencial importância
para que o Hip Hop no Brasil começasse a ser incluído como uma cultura mais
ampla que além da dança inclui o Grafite, Dj e a Música Rap. Um tremendo valor
documental, considerado essencial para se entender a história do hip-hop em
Belém do Pará.
Imagem 4: parque de
diversão de Nazaré dia e noite,havia um coreto com programações culturais a
chamada concha acústica onde os jovens dançavam break.
Fonte:
Jornal a Província do Pará
Belém e
suas inúmeras praças e ambientes arquitetônicos também fazem parte dessa
construção; foram nesses ambientes que garotos e grupos como Electro Boys,
scorpion colors, irmãos break e brazilian breakrs, se reuniam.
A Continuidade
dos Electro Boys,aconteceu quando falaram de suas experiências de vida e assim
multiplicaram seus conhecimentos com os alunos e discípulos que se motivaram
pelos filmes da dança break, da cultura Hip-Hop, filmes como Beat Street, Flash
Dance e Breaking, foram muito importantes nos primeiros passos dessa
construção. Anos depois destes discípulos surgia o grupo chamado Rap Boys, que
em 1993, junto a outros formariam o movimento Hip Hop. Fera, Maluquinho, Gut,
Furacão, dentre outros,que dançavam break e quando Blackman cantou rap estes
foram batizados de Rap Boys ao Vivo, a partir da aparição na TV em 1986, 1988,
Programa Tv cidade canal 4. Deram, portanto,via televisão o incentivo de Marcos e amigos que juntos dariam a
continuidade a história do Hip Hop em
Belém do Pará.
Imagem5:
os Rap Boys: P.Furacão, Gut, Blackman, Maluquinho e Fera.
Fonte:
Arquivos Gut,Fera e Maluquinho
Embalados
pelo sucesso na Rádio e TV, os Rap Boys, tiveram a idéia de fazer a sua própria
Street Dance, dias de domingos e Feriados se revezavam entre a Praça da
República e praça do centro arquitetônico de Nazaré onde havia uma concha
acústica, além dos brinquedos do parque de diversões e depois se dirigiam a
praça de são Brás a caminho da festa carrossel, levando um gravador Boom Box,
se motivando a dançar. Neste contexto, um local de grande importância, foi o
mercado de são Brás, que se tornou ponto de encontro de amantes da cultura Hip
Hop em 90.
Imagem 6: o hip
hop no Mercado de São Brás
Fonte:arquivos história hip hop belém.
O MOVIMENTO NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DE BELÉM
No final dos anos 1980 os electro boys já passavam pela frente do espaço
do mercado de são brás, mas os que se
fixaram, no início dos anos 90,
foram os conhecidos Rap Boys. Estes,
treinavam salto na grama e dançavam na praça. Os jovens do street player
organizaram junto a outros grupos os encontros nos dias de sábado à noite.
Nesse tempo cada um utilizava o espaço em um certo horário; uns pela parte da
tarde e outros pela noite e assim os que trabalhavam durante o dia, chegavam em
um horário que não tinha mais ninguém na praça e treinavam lá até altas horas.
Assim surgiu a ocupação do hip hop belém na
praça do mercado de são brás. Somaram nesta construção: Street Player,Rap boys
que virou Estilo de Belém,América rap, rap brothers, night of boys,perfect
break, black white, Beat of boys, geração break, revolução das ruas dentre
outros.
Marcos Mestre Zulu Conseguiu por uma autorização da Funverde na
època o espaço se tornou oficial para o movimento e sagrado historicamente no
contexto de evolução e afirmação dessa cultura em Belém do Pará.
Com o Sucesso do grupo Rap boys na
Tv e shows, no bairro do barreiro em 1990, surgem os Mcs Fator Contrário, de um
grupo de break chamado de Rap Street, esta foi a primeira formação, eles eram
dançarinos, mas partiram para a música rap ao escutar The Message de Grand
Máster Flash and The Furious Five.
O nome fator contrário é a
identidade da luta contra o racismo eo sistema e a favor dos direitos civis, somando
esforços para ajudar através de ações sociais os menos favorecidos, continuando
a luta de Martin luther king e foi fundado por Rafael Conde, Carlos lavareda e
Davi. Elder Reis no bairro do
barreiro,Reunem em um espaço de uma associação, sendo uma das primeiras posses
de Hip Hop na cidade no ano de 1990. Reuniões também aconteciam na escola
Estadual Magalhães barata antiga escola técnica na rua municipalidade, no
bairro do telégrafo e Associação dos moradores da providência e Suas
influências foram: Thayde e Dj hum, e Racionais Mcs.
Imagem:7 Street Player,Rap Boys e Fator Contrários Mcs
O Grupo SC vem em uma turnê a Belém e faz o show no veleiro clube da marinha e lá o fator contrário, Mcs com os breaks de Belém Rap Boys, são presenteados com o LP Cultura de Rua Hip Hop, e o Dj e Bboy Allan beat passa todas as informações do que estava acontecendo em São Paulo precisamente na Estação de Metrô São Bento, um dos berços da cultura Hip Hop Brasileira, incentivando a construção do movimento Hip Hop de Belém
(Relato ALLAN BEAT - Grupo Sampa Crew).
Imagem8: Fator Contrário Mcs no Show Sampa Crew no
Clube Naval, Veleiro
Fonte: arquivo do MHOP
Sampa Crew em Belém Dj e b.boy Allan Beat depois do Show presenteou os pioneiros do rap de Belém com um disco da coletânea cultura de rua,Neste Relato Allan afirmando então que esse nome foi dado por motivo de um disco gravado com músicas de vários rappers como: Thaide e DJ Hum Código 13, Mc Jack, os Metralhas e outros mais e este disco era o inicio da produção musical de Hip Hop que foi a primeira coletânea de Rap Brasileira lançada em 1988 pela Gravadora Eldorado.
Na oportunidade o Fator Contrário Mcs Rafael Conde,
Lavareda, Elder, Gut e Davi recebem mais informações do que estava acontecendo
em São Paulo.
O Disco Cultura de rua Hip Hop foi lançado em Novembro de 1988 e rapidamente ganhou espaço em diversos veículos de
comunicação, incluindo jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Logo
a faixa “Corpo fechado”de Thayde e Dj Hum, passou a se destacar, entrando na
programação das principais Rádios do Brasil e se tornou o carro chefe da
coletânea que viria a revolucionar a vida da dupla na história do Hip Hop no
Brasil. Cabe Destacar que Hip-Hop, cultura de rua, viria a se tornar um disco
clássico, de valor documental, considerado essencial para se entender a
história do Hip-Hop no Brasil. (TRIUNFO,2014)
Paralelamente, no mesmo período a equipe também continuou a trazer ícones do soul e do funk, como James Brown Betty Wrigth
e Roger Troutman, zapp. E para consolidar o êxito do Rap naquele ano, a equipe
Circuit Power, realizou um show do legendário grupo Run-Dmc no Clube House, em
Santo André, São Paulo.
Em agosto de 1989, Milton Sales que foi empresário na época dos Racionais Mcs teve a idéia de criar o “Movimento Hip Hop Organizado”.Onde o coletivo tinha como objetivo orientar os jovens do Hip-Hop e direcionar suas ações e reivindicações de maneira organizada, de forma a definir atribuições a cada integrante.
Em março de 1993 a estação de Metrô São
Bento, em São Paulo, sediou a 1ª mostra nacional de Hip Hop, um festival
histórico que reuniu público estimado em mais de cinco mil pessoas e contou com
a participação de vários grupos de breaking e grupos de rap. No palco um dos
destaques foi Nelson Triunfo, que cantou seu rap “O Cara” ao lado do funk &
Cia.
Além das apresentações artísticas e disputas
entre bboys, este primeiro grande evento público do Hip-Hop em São Paulo também
teve mostra de graffiti, performances de beatboxing e premiação para o dono do
maior boombox presente, entre outros atrativos. Foi uma tarde inesquecível, que
consolidou a força e o poder de organização da cultura Hip Hop” (Triunfo, 2014,
Pág. 255)
Estes Foram Os relatos de Allan Beat aos
Jovens de Belém.
As informações Internacionais - um paraense chamado Diogo sempre viajava para Europa e
trazia fitas de música e de vídeo cassete vhs, e tinha uma base na Califórnia o Jovem Karin com informações sobre a cultura
hip hop e assim chegou em Belém a revista the source magazine que tinha na capa
a foto de Grand Master Flash, Áfrika Bambaataa e Kool Herc. Nesta edição relata
a história da cultura, notas sobre o programa Yo Mtv Raps e ações da zulu
nation, nos Estados Unidos da América.
A
FUNDAÇÃO DO 1 MOVIMENTO HIP HOP BELÉM /MHOP, E A BANCADA RAP GOSPEL.
A Revista The Source Hip Hop e o Programa Yo Mtv Raps edição Brasil no canal 25 UHF.
No ano de 1993 chega mais informação noticias em nossas mãos vindo da gringa UMA REVISTA COM O NOME "THE SOURCE" FORÇA HIP HOP COM AS NOTICIAS DA HISTÓRIA DO HIP HOP E NA FOTO ESTÃO O TRIPÉ DESTA CULTURA.
Os Amigos Diogo, João Paulo e Marq Conseguiram fitas de vídeos com Informações do que seria o princípio dessa cultura mais a contribuição de Allan Beat. E assim A equipe old school dos breakrs de Belém, Djs e Rappers do Fator contrário, Mcs e o grafiteiro Wellington, se reuniram e a partir destas informações criaram o movimento Hip Hop dos pioneiros de base de Belém. No entanto, devido a repercussão das notícias nas Tvs e Jornais onde Mc Jack com Ronney yoyo e outros aparecem na Tv Cultura falando do Movimento hip hop organizado, surgiu a idéia de que ao nome conhecido por movimento Hip Hop organizado, deveria se acrescentar “Pará”, porque o foco era atingir todo os municípios e também homenagear o Estado criando a identidade Cultural com a cultura hip hop tipicamente Paraense do Carimbó ao Hip Hop.
A partir destas bases de conhecimento e informações concretas sobre a cultura hip hop,agradecemos a todos que nos ajudaram a ter informação de verdade, não misturando com outros movimentos e teorias e assim,desta forma sabiamos das noticias do mundo hip hop nos Estados Unidos e de Sampa através do Relato de Allan beat e pela Revista The Source hip hop e também do Programa YO mtv raps e com estas informações conseguimos entender que:
O Hip Hop Belém, ficou Conhecido Nacional e internacional
pelo nome Movimento Hip Hop organizado do Pará-MHOP
O Mesmo Conseguiu abrir portas,ser o alicerce
nas produções da cultura Hip Hop no Estado do Pará, este firmou a Cultura em
São Brás, organizou a cena, estrutura o trabalho e desenvolvimento, faz tudo
aquilo que era necessário para se realizar intervenção e/ou evento cultural
voltado para a comunidade em geral, sempre regados a música e dança,
transformando o cotidiano das comunidades em verdadeiras intervenções
artisticas, levando conscientização e recreação aos jovens das
periferias,arrecadando alimentos e levando as doações para famílias em
condições de vulnerabilidade social.
O Movimento passou a ser o carro-chefe quando
se fala difusão e desenvolvimento de noticias em cenário de projetos,
eventualidades Hip Hop em Belém do Pará, sendo inicialmente formado por crias
da fundação curro Velho,Leitores da biblioteca Arthur Vianna do Centur,que
viram de perto o projeto Pré Amar e assim se incentivaram,com o estudo e
pesquisa de fazer algo igual e se Tornaram o hip hop em movimento com todos e
todas,apoio e orientações de profissionais,professores, arte educadores ,artistas,Fotografos,Palestrantes,articuladores, com causas sociais, culturais e artísticas que visam fortalecer o cenário
paraense por meio de intervenções, palestras, ações sociais, eventos,
festivais, etc.
O movimento funciona da seguinte forma:
intervém em determinado lugar da cidade realizando oficinas e palestras no
sentido de fazer com que este ambiente mude a forma “cotidiana” de ser visto,
então através de arte e lazer, o movimento vai tomando espaço, fazendo com que
os jovens daquele determinado lugar sejam atingidos pelo papo cabeça e arte das
atividades oferecidas naquele determinado evento ou intervenção, com essa
política de paz o MHOP, passou a ser bem visto, o reconhecimento veio com o
tempo, por seus resultados, projetos sociais e culturais.
A BRG Bancada Revolucionária Rap Gospel.
Tudo Começou no anos 90 com o Grupo JCA e Assim surge em seguida o nome da BRG Tendo: Jackson Ênfase, Sandrão, Bira, Naelson, Ronildo, Andresson Anjo, João Batista, Blindado e amigos dos grupos de Belém por motivo de resposta à violência nos bairros Terra firme e Guamá, criaram um projeto também chamado: J.C.A - Jesus Cristo em Ação, que assim poderiam estar em todas as praças e igrejas, utilizando a cultura Hip Hop como ferramenta de construção social, falando da paz que vem de Jesus Cristo e as maravilhas de Deus. Estes deram um grande exemplo de fazer a cultura Hip Hop acontecer nas ruas e praças da cidade de forma organizada e legitima, como por exemplo, a idéia de Paz como ferramenta do Hip Hop Belém,isso impulsionou a realização,e festa de celebração, contribuição de serviços prestados às comunidades carentes, tornando o Hip Hop um movimento de caráter social, quebrando paradigmas.
A História do Rap
Feminino da cidade de Belém, iniciou-
se em meados dos anos 1996, Com o Grupo
JCA Nany e Negra Lu, motivando
outros grupo, como Quimica Perfeita, e MGC (Mulheres Guerreira de Cristo), Nyna
/ Keice /Rafa Marcia/ Negra Cy /Dani
Nany / Negra Lú, Que motivadas em Cantar Rap na BRG (Bancada Rap Gospel),
Movimento Hip Hop Paraense. Com os demais grupo como; JCA , Quimica Perfeita e MGC, com a
principais participações no CD Mundo de
Sonhos do Grupo JCA, demais shows de
artistas de renomes como o Rapper GOG, Abertura do Show do grupo Racionais Mcs Em Belém. O Grupo de
rapper motivou muitos talentos para a atualidade.
Titulado o primeira
manifestação Feminina de mulheres na Cena
do Rap em Belém Pará inspiradas pelo Eventos de Rua da BRG e JCA, consolidando seu Espaço no Movimento
Hip Hop.
Naquele tempo os Rap Boys tinham um carro grafitado
chamado hip hop móvel com muita música parava nas praças, comunidades e praias
fazendo acontecer a caravana hip hop móvel revolucionando as ruas de lazer e
fazendo o hip hop em movimento semelhante com o carro som de kool herc no
bronx.
As
palestras de Conhecimento 5 elementos foram desenvolvidos
em Belém nas Escolas e projetos Sociais aliados a prevenção às drogas,realizadas
com marcos.
Desse modo se pode dizer que diversos estudos
têm demonstrado os valores positivos da cultura Hip Hop no Pará, Brasil e em
outras partes do mundo.
O movimento Hip Hop, originado da necessidade
de sociabilidade de jovens das periferias de grandes centros urbanos, oferece
ao espaço urbano (bairros, ruas, esquinas, escolas etc.) elementos de
identificação e formação para adolescentes, que se traduzem na resistência à
ideologia dominante, discriminadora e mercadológica, que constitui a indústria
cultural e seus símbolos (MAGRO, 2002).
A EVOLUÇÃO DO MOVIMENTO HIP HOP
EM BELÉM DO PARÁ
Nos anos 90 jovens dos bairros do: barreiro, pedreira, providência, telégrafo e sacramenta, se concentravam em vários lugares: na escola técnica Magalhães Barata ao lado da universidade do estado do Pará - UEPA, e no centro da associação dos moradores do providência, na escola Renato Pinheiro Condurú,e na escola salesiano do trabalho e nestes locais aconteciam os projetos do hip hop diga não ás drogas e sim a dança break aprendendo sobre o movimento e os elementos da cultura, assim aos Sábados e Domingos, depois do almoço aguardávamos, a presença jovem de todos os bairros de Belém para encontros, reuniões e informes de atualidades sobre o movimento e coisas novas que apareciam na Mtv, não havia internet mas funcionava e assim íam felizes para as danceterias e se divertiam.
Nos anos de 1994 a 1996, os
encontros fixos aconteciam aos sábados na escola Renato Pinheiro Condurú, sendo
convidados vários grupos para treinar e trocar idéias com o movimento MHOP e
assim repassar as informações de revistas, vídeos e filmes, fazendo a
multiplicação do conhecimento sobre as noticias do Programa Yo Mtv Raps canal
25 MTV UHF, gravando fitas de vídeo e de música para todos que nos pediam para
assim saber mais sobre a cultura Hip Hop.
Ainda no contexto anteriormente
abordado, aconteciam os lendários rachas: bairros vs bairros, onde se dançava
primeiro em frente ao mercado de são brás, para depois irem as festas e
danceterias da cidade, tais como: spectron, bolero, subssar, círculo militar,
metrô, boate da tuna,shopp hauss, play house, etc.
As notícias da repercussão deste
movimento de jovens, conhecidos e reconhecidos, tornou os grupos procurados
pela Prefeitura de Belém para fazer parte dos projetos TV de rua e caravana do
povo, onde havia carretas que se tornavam palcos, indo a todos os bairros de
Belém, inclusive até ao distrito de mosqueiro de 1996 a 2004.
Foram fundamentais nesse processo: os Grupos de Bboys Street Player Gut,
Furacão, Ninja, Wellingthon, Barão, Claudionor, Cacau, Juntamente com os Rap boys
Fera e Maluquinho, Jhon, Jeff, Marcos. América Rap Mauro, Reginaldo Cobra, Socorro, Junior,
Alex, Dinho, Rap Street e Geração Rap barreiro, Pet ,Alex, Pitter, Geração Break Tf
Alonso,censo,chiba,victor, o Revolução das ruas com pantera e regis tf, night
boys e rap brothers do bairro do Barreiro, xaréu,marlon e márcio, New Star Funk
Japa, Cyborg Nego bala, Perfect Break Cleiton,Nildo,Ronaldo, Dj Rap Denis,Robson,
Electro boys 2 geração Mauro e Sam dos bairros do jurunas e cremação.
O Conhecimento Sobre a Consciência Negra das matrizes africanas neste tempo entre nós do movimento o responsável pelas informações foi o Jollivan Grupo Tecno Rap , que foi o primeiro grupo entre nós a ter participação no movimento negro CEDENPA ao Qual estava Escrito em suas Camisas de um lado Tecno Rap e do Outro Lado o Movimento Negro.
Os Beats of boys do bairro do Benguí, Pascoal,Geovane,Ratinho,michel. Black white do Guamá, domingos bigola,chinelo,Carcaça,reginaldo, Explosão Rap Denis beleza,Junior, Rap Star com Djavan,Jorge e the Moviment Rap do bairro da Marambaia,Junior,Conguinha,Elias, Paulinho e Josymar.
As Pioneiras Mcs Mgc e Quimica Perfeita do Guamá 1996 e as Rap Girls 1997 primeiras Bgirls e Mcs de Icoaraci Preta e Suas Irmãs contribuíram
para a difusão e acolhimento de vários Membros do hip hop Belém que aos finais
de semana se deslocavam a Icoaraci que também contavam com o Mega Rap Rogério e Shark. (Mestre Marcos2017)
Contribuiram para a Difusão da Cultura hip hop em Belém:
B.boys:Armando,Jorge Break,Arlindo,Elsion,Paulo Fera,Lucas
Maluquinho,Luiz Augusto Gut,Cacau
Zeca o Furacão,Marcos Zulu
Ninja,Spock Welligthon Grafiteiro,Cacau,Raimundão,Barão,Márcio B.
Rap:Fator Contrários Mcs Carlos Lavareda, Rafael Conde,Davi Reis,Yano Mano, Rap Girls, Icoaraci, JCA BRG bancada revolucionária Gospel que desenvolveram o hip hop criativo as passagens da palavra de Deus,no Guamá e no tucunduba criando a biblioteca o quilombo do saber onde reuniam com bronze,índio,nani,negra lu,preto r, ziza,nina,keyse,nega ci,afro mc e rafa.
A Bancada Rap Gospel Jackson,Dani,Mano Bira,Sandrão,Andresson Anjo,JõaoBatista,Naelson,Ronildo,Mina Jack,Wey Efésios Mcs, AS Manas Pioneiras do Rap Nany e Negra Lu, motivando outros grupo, como Quimica Perfeita, e MGC (Mulheres Guerreira de Cristo), Nyna / Keice /Rafa Marcia/ Negra Cy /Dani Nany / Negra Lú.
Terra Firme o grupo Mbgc, Pjor,
Marcelo Magno,Tite,Muslin, Marcos Lgee, Mano Ice,Preto A.
DJs: Magal Sid,Sérgio Lobo,DJ Saulo Teixeira,DJ Roberto Funk, Dj Ênfase, Morcegão,Dj Rg.
Graffiti:
Wellington, Spiro, Metal & Cely,Grafiteiros de Marituba e Ananindeua.
As primeiras Rodas de Rimas em Belém Foram feitas nas rodas de break da praça do Jaú e Half Pipe avenida duque de caxias próximo Cassazum com Fator Contrários Mc’s e Outros que Somaram.
O inicio dos campeonatos de break
foi realizado em são brás por Pascoal do Mhop.
Primeiro mutirão de graffitti foi
realizado em um muro de uma escola na rodovia Arthur Bernardes bem ao lado da
igreja perpetuo socorro e foi realizado pelo Rap Street barreiro.
Estes Jovens de Belém levaram o hip hop para Ananindeua ,Marituba e toda a Belém sendo que os jovens do mhop atingiram os municípios com oficinas via fundação curro velho e também conseguiram levar o hip hop nas casas de detenção fasepa antiga funcap e aos Municipios do Pará.
Desse modo, foi possível
vidas transformadas do negativo para o lado positivo pela cultura Hip Hop,
fazendo a multiplicação do movimento organizado do Estado do Pará, trazendo
informações de tudo que foi vivenciado, a experiência cultural por essa influência
do hip hop raiz como bem social na vida de quem pratica e assim desta forma foi
possível ver vários jovens saírem de gangs de rua e do uso de drogas,tendo
excelentes resultados de superação jovens formados em universidades que saíram
das ruas para as salas de aulas e projetos abraçando o lema: "diga não às
drogas" e "sim a dança e a vida".
Durante os anos de 1996 a 2000, e de 2000 a 2004 o movimento hip hop esteve no palco do TV de rua e na Caravana do povo ao vivo em todos os bairros, com o mestre de cerimônia Alberdan Batista no microfone para que as pessoas, pudessem entender que o Hip Hop estava presente e que se constituía de cinco elementos. Fizemos isso por anos, com amor e dedicação à cultura e com a graça de Deus, conseguimos fazer tudo com fé, comprometimento, coragem e determinação.
( Mestre Marcos Arquivos do MHOP).
Imagem 9: 10 Anos da
Equipe MHOP/2003
Fonte: Arquivos do MHOP em São Brás
O processo educativo não-formal e informal que acontece
no Hip Hop gira em torno da criação de novos espaços e modos de existir dos
moradores da periferia na sociedade
brasileira. Esses novos espaços criados pelos jovens que constituem o movimento
Hip Hop brasileiro ajudam a construir uma outra visão sobre a vida dos
adolescentes, permitindo que eles se vejam como protagonistas de ações propositivas
que contribuam para soluções dos problemas de nossa sociedade ou para
transformação da ordem social (MAGRO, 2002).
Segundo Marcelo Yuka,“Há muitos anos na luta
social urbana, Estes guerreiros foram incentivados pelos pioneiros, por meio do
filme Beat Street, aprendendo as informações de como fazer a cultura acontecer
e a entender o hip hop em caráter de movimento, compreenderam e respeitaram as
informações dos mestres da cultura da década de 1984 a 1993, como força de
expressão e incentivo para dar a continuidade de uma linda história que
desenvolveu o crescimento e a preservação da identidade cultural do hip hop de
Belém. É em sua essência o hip hop se explicando e se ampliando para todos e
todas sem ingenuidade e com poder crítico e autocrítico, sendo o quinto
elemento exercido não só por quem quer, mas por quem a muito entendeu que o
conhecimento e que os livros devem estar juntos
e misturados a qualquer manifestação popular. ”(Marcelo Yuka,2017).
O Movimento consegue se articular e participa,realiza vários projetos em
belém,Em 2003 celebram 10 anos na Praça de São Brás,e no ano de 2006 levam o
hip hop para o Teatro Waldemar Henrique com o Espetáculo “Grito da Periferia” e
neste ano um membro do mhop Maluquinho Estilo de Belém foi o vencedor da primeira
seletiva da Bc One em Mosqueiro e no ano de 2009 o mhop foi convidado Pelo
Fórum Social Mundial na Ufra,para fazer um campeonato com bboys do brasil,no
ano de 2011 no Teatro Margarida Schivasappa fazem a primeira semana do hip hop
com a presença de Rapadura no 1 Festival Paraense da Música Rap que finalizou na Black soul Samba no Palafita, e
um ano depois juntos com professor Carlos silva,Neto e Marcos conseguem aprovar
em 31 de julho de 2012 a Lei nº 8.942 que institui
a Semana Municipal da Cultura Hip Hop, a ser realizada anualmente, na primeira
quinzena do mês de novembro, que passa a integrar o calendário oficial de
eventos do município de Belém, e dá outras providências4.
MOVIMENTO HIP HOP PARAENSE DO PARÁ É RECONHECIDO
PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO HIP HOP ZULU NATION
2010 CELEBRA O INICIO DA REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
DO MOVIMENTO HIP HOP DO PARÁ OFICIALIZADO TEM AUTONOMIA PARA CRIAÇÃO DO CAPITULO ZULU NATION PARÁ CELEBRANDO OS INDIGENAS BATIZAM COM NOME ALMA INDIGENA DA AMAZÔNIA AMA ZULUS REPRESENTANTES DA CULTURA HIP HOP PARAENSE CERTIFICADOS OFICIAIS
Em 2013,comemoram 20 anos de estrada no Pólo Joalheiro Igama São José
Liberto com a Bc One Tour Korea,no Mesmo ano e Local Realizam a Euro Battle
Portugal,Em 2014 comemoram na Escola de Teatro e Dança da Ufpa a Seletiva da
Red Bull / França,Dentro do Teatro Claúdio Barradas, e a Grande Final da América
Latina no Parque dos Igarapés, assim em 2015 comemoram o Festival na Estação
das docas com seletivas e finalmente levam o Festival Hip Hop para um dia
inteiro no Centro de Convenções da Amazônia Hangar com a Seletiva Freestyle
Sessions Los Angeles entre os anos 2013 a 2018,o Festival Hip Hop anual faz uma
grande Festa na Praça da República com Seletiva Battle Of The Year , tirada de
documentos e vários serviços sociais, proporcionando a mesma valorização da
cultura Hip Hop como as block partys nos Estados Unidos, onde o encontro de
famílias é a principal causa da celebração, tendo crianças jovens e a melhor
idade, participando juntos sendo um encontro de familias.
Fonte: https://observatorio3setor.org.br/movimento-de-hip-hop-do-para-recebe-medalha-de-direitos-humanos/ /
Em novembro de 2017, o MHOP se apresenta no 12º Festival se Rasgum no
Show do pai do Hip Hop, Áfrika Bambaataa e o líder mundial da cultura Hip Hop
de Nova York, Bronx, visitam o festival de 24 anos do Mhop na Praça Batista
Campos.
4 Informações contidas disponível em https://leismunicipais.com.br/a/pa/b/belem/lei- ordinaria/2012/895/8942/lei-ordinaria-n-8942-2012-institui-a-semana-municipal-da-cultura-hip-hop-a- ser-realizada-anualmente-na-primeira-quinzena-do-mes-de-novembro-que-passa-a-integrar-o- calendario-oficial-de-eventos-do-municipio-de-belem-e-da-outras-providencias. Acessado
em 15 de maio de 2019.
Resultados do HIP HOP BELÉM MHOP
1993
Histórico de atuação e ocupação do espaços públicos pelas crias da Fundação Curro Velho.
Jovens que unidos conseguiram levar
a cultura para o centro de convenções da Amazônia,pólo joalheiro,estação das
docas,Pará clube,fundação curro velho,fundação cultural do Pará e assim para
todos os municípios do Estado do Pará. Tendo os contatos internacionais com os
campeonatos mundiais,Battle of the Year,Euro Battle,Red Bull BC One,Freestyle
Sessions,Break the Floor
Produção:Realizações de Festivais e
doação de alimentos a quem se destina o produto gerado pela manifestação
cultural ajuda comunidades crianças jovens e viúvas.
Imagem 10: MHOP
Festival Hip Hop Belém ano 24 na Praça Batista Campos
UZN Mundial em Belém
Comitiva dos Estados Unidos,Naf,Prince Wipper,DJ lord Yoda e Áfrika
Bambaataa participando dos 24 anos do movimento no Pará.
Fonte: arquivos do MHOP
1993.
Em 2018 os 25 anos do Mhop Celebra a Seletiva Mundial Red
Bull BC One Cypher Belém No Teatro Waldemar Henrique e no Anfiteatro da Praça
da República a BOTY 1v1, onde todo domingo tem, o Projeto Zulu Cypher o
Encontro de Familias que acontece ao lado do Teatro Waldemar Henrique com o
Movimento Hip Hop Organizado do Pará.
O Capitulo Oficial Indigenous Soul Alma Indígena da Amazônia
foi oficializado pela Zulu Nation e Áfrika bambaataa, Batizou Marcos
Albuquerque Mestre Ministro do Hip Hop Mundial Sendo um dos importantes Representantes
da Zulu no Brasil.
“É incrível como esse movimento Mhop dos jovens, contagiam a cidade e
realmente eles estão seguindo os mesmos passos do Hip Hop do Bronx em sua
originalidade tendo os old schools mantendo tudo isso vivo”. (Bambaataa, 2017).
Vale ressaltar, portanto nesse contexto histórico do movimento Hip Hop em
Belém, portanto, a fundamental importância do MHOP. (Lord Yoda,2017).
Esse movimento específico tem notoriedade na questão histórica do Hip Hop
na capital paraense, assim em como sua continuidade e expansão. É importante
ainda ressaltar que de acordo com as palavras de Bambaataa, a questão da
originalidade foi mantida, a essência, o espírito do movimento. O Hip Hop de Belém passou a ser visto não só como uma
gama cultural de entretenimento, mas ganhou legitimidade e respeito por seu
forte potencial transformador.
Imagem 11: Paulo Fera, Mestre Marcos,Nelson Triunfo, Lucas Maluquimho.
São
Paulo/2015. Reunião com o Pai do Hip Hop Nacional.
Fonte: Arquivos do MHOP
Segundo Nelson
Triunfo Afirma “Estes Jovens Fera,Maluquinho e Zulu Ninja construíram com as
informações e desenvolveram um movimento organizado no Pará e que seus esforços
em fazer um hip hop que se importa pelas famílias e comunidades doando
alimentos e palestras de prevenção ás drogas somando para a diminuição da violência, seus resultados
conseguiu chamar atenção do mundo e chegar nos Estados Unidos e fazer parte da
organização mundial a Zulu Nation, acompanho os resultados e os parabenizo eles
conseguiram manter vivo o hip hop de Belém com várias produções nacionais e
internacionais suas bases são verdadeiras e batem junto a história do meu livro
TRIUNFO, Nelson. Do sertão ao Hip Hop. ”
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A própria característica de Belém do Pará,
capital com vasta zona periférica, foi fundamental para que o processo em forma
de arte, aqui encontrasse um terreno fértil. É extremamente interessante saber
que a essência do movimento Hip Hop Organizado do Pará que está ligado ao
desejo de paz social, sendo: livre, laico, sem partidos e a negação às drogas,
diferente do que comumente alguém possa pensar. Tal Reconhecimento ajudou a
desconstruir a imagem pejorativa e generalizada de que hip-hop era “coisa de
malandro” um rótulo preconceituoso que ainda era comum aos leigos e propagado
por boa parte da mídia.
O movimento cultural em questão sempre se destacou por dar voz e vez às mulheres, reconhecendo sua potência histórica e cultural.
As fotografias que registram esses momentos comprovam a relevância dessa participação, articulada também pela BRG e pelas Manas do MGC, além do grupo Química Perfeita. Essas pioneiras MCs do Pará marcaram a história ao realizar a abertura do show do artista Gog e, posteriormente, dos Racionais MCs. Tais acontecimentos evidenciam que este movimento promove a expressão artística feminina, e também reafirma seu compromisso com o conhecimento, o respeito e a valorização da diversidade.
No meio acadêmico, observou-se um crescente interesse de universitários em compreender os detalhes da trajetória do hip hop em Belém desde seus primórdios. Esse interesse foi especialmente notável entre aqueles que não pertenciam diretamente à cultura, mas que, ao presenciarem jovens dançando na Praça de São Brás, interpretavam equivocadamente tais práticas como desprovidas de politização. A partir dessa percepção inicial, muitos passaram a registrar e pesquisar de forma independente, entrevistando qualquer pessoa presente, sem distinguir entre novatos e membros fundadores do movimento.
Com o tempo, surgiram os primeiros trabalhos de conclusão de curso na Universidade Federal do Pará (UFPA). Entretanto, tais produções revelaram a necessidade de ajustes metodológicos e de maior rigor documental, uma vez que se apoiavam quase exclusivamente em relatos escritos.
Em alguns casos, dissertações de mestrado e teses de doutorado apresentaram conflitos de interesse, ao restringirem sua análise a um único bairro, sugerindo erroneamente que ali teria se originado o hip hop em Belém. Esse reducionismo levou outros acadêmicos a reproduzirem a mesma narrativa, consolidando uma versão parcial da história.
Um episódio marcante ocorreu em uma reunião no antigo Instituto de Artes do Pará (IAP), quando um universitário reconheceu publicamente que, ao elaborar seu artigo sobre hip hop, desconhecia o Movimento Hip Hop Organizado do Pará (MHOP) e os detalhes de sua gênese.
Foi necessário que novos pesquisadores, já formados, trouxessem à tona informações mais consistentes, ressaltando a importância de entrevistas com os mestres e pioneiros da cultura.
Esses estudos demonstraram que o hip hop em Belém emergiu no bairro da Pedreira, nos anos 1980, com grupos como os Electro Boys e os Irmãos Break.
Esses jovens pioneiros foram convidados para dançar na estréia do filme Beat Street, realizada pela Rádio Cidade a van premiere no Cinema Olympia em 26 de novembro de 1984, marco que consolidou a presença da cultura hip hop na cidade.
Assim, torna-se imprescindível que os novos trabalhos acadêmicos — sejam TCCs, dissertações ou teses — avancem para além da escrita isolada, incorporando provas documentais, registros visuais e entrevistas com protagonistas da época. Somente dessa forma será possível construir uma narrativa fiel, que reconheça a vivência e a contribuição dos agentes históricos do hip hop em Belém, evitando reducionismos e assegurando o devido respeito à diversidade cultural que caracteriza esse movimento.
É no bairro da Pedreira que se comprova a união dos elementos constitutivos da cultura hip hop — break, DJ, grafite, rap e conhecimento — consolidando-se como espaço de origem e fortalecimento desse movimento em Belém. Em 1993, com a realização do show do grupo Sampa Crew e a doação pelo Allan Beat do LP Cultura de Rua Hip Hop, o Pará recebeu influências nacionais e internacionais como o programa Yo Mtv Raps que culminaram na criação do primeiro movimento hip hop organizado do estado.
A trajetória, entretanto, remonta a experiências anteriores: os primeiros MCs, como Black Man (1986), e o grupo pioneiro de rap Fator Contrários MCs (1987), oriundo do Barreiro. As Manas Pioneiras Mcs Mgc e Quimica Perfeita do Guamá Também se destacam os Rap Boys — Fera, Maluquinho, Gut, Furacãon, Jhon,Jeff, Marcos — reconhecidos como a primeira crew de break de Belém. No grafite, nomes como Wellington e Boka marcaram presença, enquanto na discotecagem se sobressaíram DJ Roberto Funk,Dj Morcegão DJ Sérgio Lobo e DJ Magal. Esses agentes culturais, realizaram grande Contribuição Cultural, lutaram por conquistas coletivas e, com suas experiências, despertaram a outras e outros incentivando-os como arte-educadores, artistas,promovendo oficinas dos elementos do hip hop em escolas e projetos sociais.
A relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a criação de leis estaduais e municipais que instituíram o “Dia do Hip Hop”, fortalecendo o reconhecimento da cultura como ferramenta de desenvolvimento artístico e socioeducativo. Tais iniciativas inspiraram a aplicação de modelos de projetos baseados no hip hop em diversos contextos, ampliando sua função como instrumento de construção social.
Além disso, os pioneiros da Pedreira conseguiram articular conexões nacionais e internacionais, trazendo eventos que fomentaram a difusão da cultura hip hop no Pará.
O objetivo central dessas ações sempre foi transformar o negativo em positivo, reafirmando o hip hop como prática de resistência, inclusão e valorização da diversidade cultural. A relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a cA relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a criação de leis estaduais e municipais que instituíram o “Dia do Hip Hop”, fortaleceNos EUA, o movimento Hip Hop, surge nas periferias como proposta de paz, o que contrariou grupos criminosos, estes passaram a financiar personagens para divulgar o movimento como ligado ao crime nos filmes com o nome de gangsta rap.
Atualmente um Hip Hop descaracterizado passou
a embalar o consumismo, manipulado pela mídia. E, é esse Hip Hop que está
bastante em evidência. No entanto as raízes do movimento,vão contra a
utilização do movimento para atender interesses de mercado. No contexto de
surgimento, desenvolvimento e atualidade
do Hip Hop em Belém do Pará, assim como das influências contrárias,
internas e externas, como as citadas anteriormente por exemplo; se pode afirmar que o
Movimento sobreviveu, criou raízes, deu frutos e
permaneceu, ajudando muitas pessoas a sonharem com um mundo melhor e a buscarem
a paz e evitarem as drogas para ter saude para viver,para continuar e ajudar a
comunidade.
O movimento Hip Hop que se construiu e se constrói em Belém, se pode afirmar que é fértil, que certamente tem grande contribuição, considerando que o movimento legitimo, inclui pela cidadania construída pelo conhecimento. Neste contexto, há que se ressaltar, portanto, a importância fundamental dos movimentos, entre esses, o MHOP e a bancada Rap Gospel. Tais movimentos certamente fazem parte dessa construção positiva que inclui diversos momentos fundamentais e detalhes muito Ricos e significativos no que diz respeito à vida, à paz, à música, á dança, ás artes de modo geral; à inclusão, à cidadania.
(Mestre Marcos 2017)
REFERÊNCIAS
JEFF CHANG AND KOOL HERC Can’t Stop
Won't Stop: A History of the Hip-Hop Generation (English Edition) eBook
Kindle Editora: Ebury Digital
Hip Hop - Da Rua Para A Escola Editora: Sulina
Hip-Hop: dentro do movimento Ano: 2010 Editora: Aeroplano
LEAL, Sergio. Acorda
Hip Hop! Coleção: Tramas Urbanas. Ed. Saraiva, São Paulo, edição 2007.
MAGRO, V. M. M. Adolescente como autores de seus próprios
cotidianos. Campinas. Caderno Cedes, 2002.
v. 22, n. 57. ago. pg.63-75.
MHOP, A
História do Hip Hop Belém.
Mestre,Marcos
Albuquerque: https://estilodebelemhiphop20anos.blogspot.com/
SANTORO, Rafa. Trajetória de um Guerreiro - Col.
Tramas Urbanas. Ed. Saraiva, São PAULO, 2016.
SOUZA, Gustavo. Novas
sociabilidades juvenis a partir do movimento Hip Hop. Animus: Revista
interamericana de comunicação midiática / Universidade Federal de Santa Maria,
Centro de Ciências Sociais Humanas. - Vol. III n 2 Santa Maria, NedMídia, 2004.
SOUZA, Marcelo Lopes de; RODRIGUES, Glauco B. Planejamento urbano e ativismos sociais. São Paulo: UNESP, 2004.
TRIUNFO, Nelson. Do sertão ao Hip Hop. São Paulo: UNESP,
2014.




















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