HISTÓRIA HIP HOP BELÉM GANHA MEDALHA DIREITOS HUMANOS

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

HISTÓRIA HIP HOP BELÉM OFICIAL



INFORMAÇÕES SOBRE O MOVIMENTO DO PARÁ :
           
    
      
          

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A HISTÓRIA HIP HOP EM BELÉM DO PARÁ: UM MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO SOCIAL1


Marcos André Hayden de Albuquerque2

Fábio dos Santos3




RESUMO

Este artigo aborda processos históricos do movimento Hip-Hop em Belém do Pará, seu surgimento, desenvolvimento e difusão. O presente estudo, tem como fundamentação prática, pesquisas bibliográficas e documentais. Se buscou nesse estudo, compreender a trajetória do Hip Hop em Belém do Pará, desmistificando a idéia de que o movimento estaria relacionado à violência e ao tráfico de drogas, considerando que o Hip Hop se trata de cultura de paz e maneira criativa de dizer não as drogas. Logo, o movimento se relaciona diretamente a questão da inclusão social. Dentro do contexto histórico do movimento Hip Hop em Belém do Pará, foram criados grupos como o MHOP e a Bancada Rap Gospel, entre outros, tendo, portanto, esse movimento ao longo do tempo e de diversas interações, construído articulações diversas, fundamentais a continuidade desse processo artístico,  cultural, social.

Palavras-Chave: Hip Hop, movimento, história, Belém do Pará.



ABSTRACT

This article discusses historical processes of the Hip-Hop movement in Belém do Pará, its emergence, development and diffusion. The present study has, as a practical foundation, bibliographical and documentary research. In this study, we sought to understand Hip Hop's trajectory in Belém do Pará, demystifying the idea that the movement would be related to violence and drug trafficking, considering that Hip Hop is a culture of peace and a creative way of saying no the drugs. Therefore, the movement is directly related to the issue of social inclusion. Within the historical context of the Hip Hop movement in Belém do Pará, groups such as MHOP and Rap Gospel Bancada were created, among others, having, therefore, this movement over time and several interactions, constructed diverse articulations, fundamental to continuity of this artistic, cultural and social process.

 Keywords: Hip Hop, movement, history, Belém do Pará.





1 Artigo apresentado ao curso de pós-graduação em Educação, Diversidade e Inclusão Social pelo convênio UCDB/Portal Educação. Campo Grande, 2018.

2Formado em Turismo pela Faculdade Pan Amazônica-FAPAN. Email:marcoshayden7@gmail.com

3 Formado em Filosofia e História pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Educação Social pela Universidade Católica de Brasília (UCB), e em Educação a Distância pela UCDB, Mestre em Educação. E-mail: fabio.santos@ucdb.


INTRODUÇÃO


Este trabalho buscou como objetivo geral, conhecer a realidade e descrever o transcurso histórico e intervenções, do movimento Hip Hop em perspectiva local, especificamente em Belém do Pará; analisando ainda a questão da inclusão social. Como esse movimento se construiu em meio ao processo histórico para que assim tivéssemos melhor entendimento de onde surge a cultura na pedreira.

Nesse contexto se descobre, como se ocorre a inicialização e o transcurso do movimento Hip Hop em Belém do Pará. Uma Vivência Real,que diz respeito a sobrevivência do Movimento Hip Hop, ou seja, como o mesmo se encontra atualmente, assim como o resgate da história original do mesmo em Belém.

Desse modo, a análise de formações de grupos diversos que aconteceram dentro do Hip Hop, se faz fundamental para o entendimento das interações e transformações que ocorrem dentro de um movimento tão intenso e extenso como este em estudo que foi registrado com os Mestres Pioneiros.

Dessa maneira, para que se pudesse atingir os requisitos que esse trabalho se propôs, se procedeu a pesquisas, bibliográficas, pessoais e documentais no sentido de que se tivesse êxito para a compreensão do processo em estudo.

ORIGENS DA CULTURA E DO MOVIMENTO HIP HOP


Em 11 de Agosto de 1973, a cultura Hip Hop surge celebrando a primeira Block Party em uma festa de aniversário de sua irmã Cindy Campbell, realizado pelo DJ Kool Herc, na Sedgwick Ave 1520, onde hoje é tombada pelo patrimônio histórico, avenida Hip Hop.

Em 1974, depois que DJ Áfrika Bambaataa criou a Zulu Nation e passou a utilizar o termo Hip Hop criado pelo amigo Love Bug Starski e Cowboy, a "cultura" ganhou o nome Hip Hop e sua definição como movimento, por ter a união daqueles diversos elementos que já estavam unidos desde 11 de agosto de 1973. Assim surge anos depois, a proposta de filmes como beat street e Wild Style, para que todos entendessem sobre a cultura e o movimento.

O surgimento do movimento hip-hop organizado mundial está diretamente vinculado à fundação da universal zulu nation em 12 de novembro de 1974, onde reuniria: djs, dançarinos, Mcs, grafiteiros, com sede na avenida sedgwick,1520, no Bronx. Com o lema paz amor união e diversão com responsabilidade, a entidade desenvolveu dinâmicas por meio da dança música e artes plásticas, também promoveu palestras, as infinity lessons (lições infinitas), sobre temas como: matemática, ciências, economia, prevenção às drogas e doenças, entre outros. A ideia é transformar positivamente o comportamento dos membros de gangues de rua e assim tornar do negativo para o positivo gerando uma conscientização social. (LEAL, 2007, p. 24,25):



A "Cultura Hip Hop", tem em personagens como Kool Herc, Áfrika Baambata e Grand Master Flash, seus principais impulsionadores. A Cultura Pode ser entendida, portanto, como conjunto de ferramentas sociais, representações e produções simbólicas no espaço de rua. Por sua vez, o movimento Hip Hop, se caracteriza pela organização de pessoas ligadas a um comprometimento de ações sociais em projetos articuladores no conhecimento de causa, diretamente com a base histórica da cultura Hip Hop em torno de objetivos culturais político-sociais, específicos.

Os 05 elementos artísticos constitutivos do Hip Hop são: o break b-boy /b girl, que representam o exercício e a expressão humana através da dança ou movimento do corpo para manter o corpo saudável. O Rap é relacionado ao ritmo e a poesia, sendo o Mc, a consciência, o cérebro, apresentando as atividades e shows ele é o griot oral, o transmissor da mensagem, sendo expressão musical-verbal da cultura Hip-Hop. O Graffiti, é a escrita da linguagem ou o escriba que documenta a história, expressão da arte e meio de comunicação; O Dj, responsável pela produção das músicas de base para cantar, sendo o tambor da arte e movimento que leva os sons ao coração.O Conhecimento é a Raiz de Tudo. (BAMBAATAA, 2017)

Dentre os grupos que escolheram a cidade como local de reprodução social, este trabalho destaca o movimento Hip Hop que faz parte das paisagens das cidades do mundo, sejam elas, grandes metrópoles como New York e São Paulo, ou cidades menores como as metrópoles regionais como Belém e Fortaleza.

(SOUZA, 2004).

Construído nas periferias das cidades, o Hip Hop se desenvolve em meio a espaços públicos, tais como: praças, viadutos e vias, territórios onde se percebe a maneira de fazer arte; trazem da periferia códigos e experiências de vida, buscando participar mais ativamente de questões sociais das cidades. (SOUZA, RODRIGUES, 2004)

Formado por jovens de famílias da periferia, onde o trabalho se faz presente cedo em suas vidas. Comumente convivem de perto com criminalidade, tráfico de drogas, que encontram na periferia o espaço para se instalar, por conta da instabilidade econômica, ausência de condições materiais para sobrevivência, segregação socioespacial, além das carências de todos os tipos. Em meio a tudo isso, comumente têm que conviver com a discriminação racial e o preconceito social que estigmatiza o morador da periferia.

Tais problemas acabam passando por processo de ressignificação por expressões artísticas culturais que envolvem música, dança e artes plásticas. Neste processo, bairro, rua e redes de relações organizadas, são fundamentais, considerando que são elementos básicos para produção artística e política cultural.

A diversidade étnica foi usada por seus mentores para educar e apresentar uma ordem de um novo pensamento periférico, que ajudou a diminuir a violência entre as gangues da maior cidade dos Estados Unidos, Nova York. o hip hop tinha claramente propostas de inclusão social jovens e ideias revitalizadoras, porque estavam baseadas em novas linguagens e objetos de expressões no âmbito das artes,daí a importância de se entender sua real história sua identidade e seu crescimento e diversas áreas de ação.No Brasil esta história começa a ser contada de maneira própria,em sua organização,divulgação e manifesto,mesmo que politicamente muitas vezes explorada,e comercialmente ainda sem a contundência que merecia  ter para as massas. (LEAL, 2007, p.14-15)



A CULTURA HIP HOP NO BRASIL


No ano de 1984, a cultura no Brasil tem seu ponto de partida com Nelson Triunfo e amigos na rua 24 maio, em seguida praça Roosevelt até se tornar fixa na estação de metrô São Bento e assim a mídia foi lá e tornou conhecida essa cultura em nível nacional e internacional.

Em território Brasileiro, já no inicio da década de 80 a febre do breaking no Brasil ganhou muito mais força, a ponto da dança se tornar uma verdadeira “febre” popular, seguindo a tendência mundial.

Um fato que contribuiu bastante para que o break se tornasse um fenômeno em massa foi o lançamento do filme Beat Street, no Brasil, onda do break. No elenco e trilha sonora, as participações incluíam diversos nomes de representantes do Hip Hop que vinha se tornando um fenômeno de grande sucesso nos EUA. No filme estavam Kool Herc e Áfrika Bambaataa, que verbalizou a expressão “Hip Hop” e

criou a organização Zulu Nation e Grand Master Flash, que criou várias técnicas de discotecagem, além de Jazzy jay, Doug e Fresh, Soul sonic force, Rock Steady crew e New York city breakers, entre outros.

Em pouco tempo este filme se tornaria uma espécie de vídeo aula de fundamental importância para que o Hip Hop no Brasil, começasse a ser compreendido como uma cultura mais ampla que além da dança inclui o grafite, Dj e a música rap. (Triunfo, 2014)

Em 1984, o programa de televisão da rede Globo, o “Fantástico”, faz cobertura de um grande encontro dos dançarinos de break que já representavam a cultura em São Paulo. (Triunfo, 2014)


Para Rafa Santoro (p.30, 2007), “As Nossas inspirações não vinham apenas dos Estados Unidos, mas também do Brasil, especificamente de São Paulo, o grupo de Nelson Triunfo (Funk Cia) nasceu no DF e se mudou para são Paulo. Funk Cia. é realmente uma Lenda no País”.

Apesar da febre do break não estar direto na mídia, a fama da estação de metro São Bento conhecida como meca do Hip Hop, em São Paulo, continuará a se espalhar. Entre 1985 e 1986, mobilizando um  número  maior de jovens que de longe dos seus bairros já vinham praticar passos de break e arriscar técnicas de discotecagem, rascunhar as primeiras rimas e esboçar traços de graffiti, mesmo que não entendessem direito o que aquilo tudo significava ou em que poderia se transformar. (TRIUNFO, 2014 p.  225).


A CULTURA HIP HOP EM BELÉM



Em Belém, a cultura Hip Hop,começou segundo Armando Pantoja e Jorge Break de fato em novembro de 1984 assistindo no Cinema Olímpia o Filme Beat Street, com os pioneiros Electro Boys, Scorpions colors, Brazilian breakrs, dekanos, irmãos break, garotos do break, quando estes assistiram o filme beat street no cinema Olímpia e tiveram a idéia de reproduzir a cultura Hip Hop da forma deles, não importa se naquele tempo era só chamado de a febre do break, sendo que de maneira nativa eles já faziam o Hip Hop acontecer, mesmo sem saber o nome exato. (RELATO DE ARMANDO  E JORGE BREAK, 2017)

Vale lembrar que a dança break é um dos elementos importantes da cultura e que faz o Hip Hop se movimentar, muito mais dançando do que apenas falando, e por verem o que o filme fazia da parte cultural, organizacional e social, seguiram fazendo o estilo de vida que aprenderam no filme e fizeram isso em diversos bairros de Belém.

No bairro da pedreira, em Belém do Pará, onde começou a manifestação da cultura, os electro boys treinavam e davam aula de dança na associação dos moradores da passagem Doutel e também davam aulas para crianças e jovens em um espaço de lazer que havia bem antes da construção do hospital de clínicas Gaspar Vianna, reunindo aproximadamente, quarenta pessoas de cada vez.

Neste contexto, o jovem americano Clifton Park que veio a Belém ensinar inglês, era o líder do Scorpions Colors. Park dançou na estréia do filme beat street no cine olímpia e no cinema Palácio, este jovem tinha informações do que estava acontecendo nos Estados Unidos,precisamente no Bronx,tudo isso contribuiu para formação em 1993 de um movimento que se consolidou com a união de amigos.


Os irmãos Break wlad e marquinhos Tinham acesso a pessoas da Tv e Rádio e assim se Multiplicava a febre do break,contribuíram nesta ação:Arlindo,Geléia,Francisco,João Batista,Elcio e Camarão que venceu o concurso da caravana da street dance da rádio cidade morena.


Os personagens pioneiros ficaram conhecidos nas periferias de Belém, através da cultura 

Hip Hop chamada de febre do break dos anos 1984 a 1990. Foram eles os grupos de break e os Djs: Tarrika, Saulo Teixeira da Grande Difusora Rádio Cidade Morena, Roberto Funk do Carrosssel,Sérgio Lobo da Shock, Magal Sid Shopp Hauss, que sempre davam shows de música e mixagem nas festas agregadoras de jovens da cidade, que estabeleceram seu território se encontrando ás proximidades da La Creme, situada no canto da avenida generalíssimo Deodoro com avenida Nazaré e na praça da república, em frente ao banco da Amazônia.


Assim aos finais de semana seguiam dançando pela praça, passando em frente ao centro de diversões em nazaré, até chegar em São Brás, passando pela praça Floriano Peixoto em frente ao mercado, indo em direção da Festa Carrossel, divulgando assim o que amavam fazer. O Hip Hop em Belém se multiplicou a partir do break, e nos anos 90, passou a se reunir no sentido da construção de um movimento organizado. O início da união dos elementos que constituem o Hip Hop em movimento, aconteceu quando os b.boys se encontraram nas festas com os Djs,com o grupo de Rap Fator Contrário e o Grafiteiro Wellington e se uniram para juntos representarem suas idéias nas reuniões dentro de Escolas e espaços com outras pessoas desta forma o Hip Hop conseguiu informação, enquanto o movimento de conscientização cultural artístico social se inicia em Belém, passa a ganhar contornos definidos principalmente quando tiveram a oportunidade de ter em mãos uma revista que identificaria a história e seus Fundadores: a revista The Source  Magazine de 1993,que tinha na Capa  os três responsáveis da fundação,kool herk,áfrika bambaataa e grand máster flash. O encontro entre os que dançavam break e os que cantavam rap, os Djs que tocavam nas festas e o grafiteiro Wellington que fazia as letras e artes dos grupos nas camisas e nos muros,se constituiu em ação fundamental dentro da formação do movimento.



Aconteciam reuniões na escola técnica Magalhães barata e Escola Renato Condurú, e na Associação de moradores da providência e Escola Salesiana Pedreira visando divulgação das informações Hip Hop na periferia, nestes locais também acontecem as oficinas para crianças e jovens como inclusão social e alternativa a Diminuição da violência e contra a criminalidade seguindo o exemplo de arte educação dos electro boys, devido às desigualdades relacionadas ao crescimento da cidade.

AS INFORMAÇÕES VIA RÁDIO  


A história da cultura Hip Hop tem construções significativas através de Jovens de Belém que viajavam a Nova York,frequentavam a Festa Discoteca Disco 54 e de lá já traziam informações, novidades das músicas mais tocadas nos Estados Unidos. No final dos anos setenta, surgiram discotecas como: Chamego,Gemini,Marista,Batistão, Shock Disco Club e outras. No entanto, somente em 1979, as músicas deram um grande salto em Belém com o surgimento da primeira FM do Pará, a Rádio Rauland.



Em sua programação havia um programa internacional chamado de big Apple show, onde tocavam músicas do kool in the gang, George Clinton, Parliament Funkadelic,James Brown.


Em Janeiro de 1980, tocaram o "Rapper's Delight" um single de 1979 do trio estadunidense de Rap Sugarhill Gang. Apesar de não ser a primeira canção do gênero a ser lançada,"Rapper's Delight" tornou-se a responsável pela popularização do rap no País. Nas rádios de Belém no ano de 1982, The message, marco Hip Hop de Grandmaster Flash and the Furious Five, foi a melhor canção na história do gênero sendo a expressão musical mais ouvida e influente do planeta. Conseguindo o topo da lista por ser a primeira canção de consciência cultural política social. (Arquivos da Rádios Rauland e Cidade Morena).


Na década de 80, a black music e a disco, estouraram no Brasil com a Shic Show e também em Belém. Nesse momento pessoas já dançavam o original Funk e o pessoal da futura formação dos electro boys também já dançava uns passos no que depois se tornariam pioneiros do Hip Hop de Belém, pelo elemento break. A mídia ajudou muito a divulgar a dança naquela época através dos vídeos clips.




Imagem1: Foto do Jornal da época da avant premiere da Rádio liberal

Fonte: jornal o Liberal








Imagem2: propaganda de concursos de dança da Rádio Cidade Morena


Fonte: Arquivo da Rádio e Jornal a Província do Pará 1984


O radialista conhecido em Belém como big pantera teve no início dos anos 80, a idéia de fazer concursos de dança e tiveram a oportunidade de fazer junto a outros profissionais da comunicação, como: Janjo Proença, Tarrika e Saulo Teixeira; o Marketing da Avant Premiere, do filme Beat Street no cinema Olímpia.

Big pantera chamou os Electro Boys da pedreira para fazer o primeiro projeto de Hip Hop, A Caravana da Street Dance nos bairros, com o MC Big e o DJ Saulo Teixeira, anunciando os filmes Beat Street, Breaking e Flash Dance, fazendo de Belém do Pará, a febre do Break nos anos 80, sendo nesse contexto, a equipe dos Electro Boys, representante da cultura na cidade de Belém.

Os Djs que foram pioneiros em tocar as músicas do Hip Hop em Belém foram: Djs Tarrika e Saulo Teixeira, Dj Roberto Funk do bairro da pedreira que tocava na casa de eventos o carrossel, Dj Sérgio lobo na casa de eventos Shock /Play House da BR 316, e Dj Magal Sid com a equipe Katus som 5, na casa de eventos Shopp Hauss, no bairro do entroncamento, sendo Magal Dj Residente Oficial do MHOP. (ARQUIVO DO MHOP, 2018).


O Ponto de Partida da Cultura Hip Hop foi no bairro da pedreira pelo Electro Boys. Nesse contexto, Bboy fera ao ver os Electro Boys dançando se interessa e leva o Hip Hop para o bairro da terra firme.

O Nome Electro Boys surgiu de ver o filme breakin 2 estava escrito no Carro Electro Rock e da idéia de Raio uma forma de dançar eletrizante, ou seja, os garotos elétricos que dançavam muito eletrizados pela música break.







        Imagem3: Mídia da época marketing dos Filmes na Rádio

Fonte: Arquivos Rádio 

Ainda na década de 80, foram feitas as street dancers nos bairros da: pedreira, telégrafo, praça da república e a grande final no parque de diversões na praça centro de atividades de Nazaré o conhecido CAN- Conjunto Arquitetônico de Nazaré, onde um carro som fazia a festa e os Dj Saulo Teixeira e Tarrika tocavam músicas dos filmes Beat Street e Breakdance, de cima de um trio elétrico, levando a juventude de Belém a pura nostalgia nos embalos do break dance music.

Paes Loureiro (2018) relatou que em pouco tempo este filme se tornaria uma espécie de vídeo-aula de essencial importância para que o Hip Hop no Brasil começasse a ser incluído como uma cultura mais ampla que além da dança inclui o Grafite, Dj e a Música Rap. Um tremendo valor documental, considerado essencial para se entender a história do hip-hop em Belém do Pará.





Imagem 4: parque de diversão de Nazaré dia e noite,havia um coreto com programações culturais a chamada concha acústica onde os jovens dançavam break.


Fonte: Jornal a Província do Pará



Belém e suas inúmeras praças e ambientes arquitetônicos também fazem parte dessa construção; foram nesses ambientes que garotos e grupos como Electro Boys, scorpion colors, irmãos break e brazilian breakrs, se reuniam.


A Continuidade dos Electro Boys,aconteceu quando falaram de suas experiências de vida e assim multiplicaram seus conhecimentos com os alunos e discípulos que se motivaram pelos filmes da dança break, da cultura Hip-Hop, filmes como Beat Street, Flash Dance e Breaking, foram muito importantes nos primeiros passos dessa construção. Anos depois destes discípulos surgia o grupo chamado Rap Boys, que em 1993, junto a outros formariam o movimento Hip Hop. Fera, Maluquinho, Gut, Furacão, dentre outros,que dançavam break e quando Blackman cantou rap estes foram batizados de Rap Boys ao Vivo, a partir da aparição na TV em 1986, 1988, Programa Tv cidade canal 4. Deram, portanto,via televisão o incentivo de Marcos e amigos que juntos  dariam a continuidade a história do Hip Hop  em Belém do Pará.






                Imagem5: os Rap Boys: P.Furacão, Gut, Blackman, Maluquinho e Fera.

Fonte: Arquivos Gut,Fera e Maluquinho


Embalados pelo sucesso na Rádio e TV, os Rap Boys, tiveram a idéia de fazer a sua própria Street Dance, dias de domingos e Feriados se revezavam entre a Praça da República e praça do centro arquitetônico de Nazaré onde havia uma concha acústica, além dos brinquedos do parque de diversões e depois se dirigiam a praça de são Brás a caminho da festa carrossel, levando um gravador Boom Box, se motivando a dançar. Neste contexto, um local de grande importância, foi o mercado de são Brás, que se tornou ponto de encontro de amantes da cultura Hip Hop em 90.









                             Imagem 6: o hip hop no Mercado de São Brás



                                                          Fonte:arquivos história hip hop belém.





 O MOVIMENTO NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DE BELÉM


No final dos anos 1980 os electro boys já passavam pela frente do espaço do mercado de são brás, mas os que se fixaram, no início dos anos 90, foram os conhecidos Rap Boys. Estes, treinavam salto na grama e dançavam na praça. Os jovens do street player organizaram junto a outros grupos os encontros nos dias de sábado à noite. Nesse tempo cada um utilizava o espaço em um certo horário; uns pela parte da tarde e outros pela noite e assim os que trabalhavam durante o dia, chegavam em um horário que não tinha mais ninguém na praça e treinavam lá até altas horas.

Assim surgiu a ocupação do hip hop belém na praça do mercado de são brás. Somaram nesta construção: Street Player,Rap boys que virou Estilo de Belém,América rap, rap brothers, night of boys,perfect break, black white, Beat of boys, geração break, revolução das ruas dentre outros.


Marcos Mestre Zulu Conseguiu por uma autorização da Funverde na època o espaço se tornou oficial para o movimento e sagrado historicamente no contexto de evolução e afirmação dessa cultura em Belém do Pará.

Com o Sucesso do grupo Rap boys na Tv e shows, no bairro do barreiro em 1990, surgem os Mcs Fator Contrário, de um grupo de break chamado de Rap Street, esta foi a primeira formação, eles eram dançarinos, mas partiram para a música rap ao escutar The Message de Grand Máster Flash and The Furious Five.

O nome fator contrário é a identidade da luta contra o racismo eo sistema e a favor dos direitos civis, somando esforços para ajudar através de ações sociais os menos favorecidos, continuando a luta de Martin luther king e foi fundado por Rafael Conde, Carlos lavareda e Davi. Elder Reis no bairro do barreiro,Reunem em um espaço de uma associação, sendo uma das primeiras posses de Hip Hop na cidade no ano de 1990. Reuniões também aconteciam na escola Estadual Magalhães barata antiga escola técnica na rua municipalidade, no bairro do telégrafo e Associação dos moradores da providência e Suas influências foram: Thayde e Dj hum, e Racionais Mcs.


                     Imagem:7  Street Player,Rap Boys e Fator Contrários Mcs




O Grupo SC vem em uma turnê a Belém e faz o show no veleiro clube da marinha e lá o fator contrário, Mcs com os breaks de Belém Rap Boys, são presenteados com o LP Cultura de Rua Hip Hop, e o Dj e Bboy Allan beat passa todas as informações do que estava acontecendo em São Paulo precisamente na Estação de Metrô São Bento, um dos berços da cultura Hip Hop Brasileira, incentivando a construção do movimento Hip Hop de Belém  

(Relato ALLAN BEAT - Grupo Sampa Crew).








Imagem8: Fator Contrário Mcs no Show Sampa Crew no Clube Naval, Veleiro

Fonte: arquivo do MHOP


Sampa Crew em Belém  Dj e b.boy Allan Beat depois do Show presenteou os pioneiros do rap de Belém com um disco da coletânea cultura de rua,Neste Relato Allan afirmando então que esse nome foi dado por motivo de um disco gravado com músicas de vários rappers como: Thaide e DJ Hum Código 13, Mc Jack, os Metralhas e outros mais e este disco era o inicio da produção musical de Hip Hop que foi a primeira coletânea de Rap Brasileira lançada em 1988 pela Gravadora Eldorado. 

Na oportunidade o Fator Contrário Mcs Rafael Conde, Lavareda, Elder, Gut e Davi recebem mais informações do que estava acontecendo em São Paulo.




O Disco Cultura de rua Hip Hop foi lançado em Novembro de 1988 e rapidamente ganhou espaço em diversos veículos de comunicação, incluindo jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Logo a faixa “Corpo fechado”de Thayde e Dj Hum, passou a se destacar, entrando na programação das principais Rádios do Brasil e se tornou o carro chefe da coletânea que viria a revolucionar a vida da dupla na história do Hip Hop no Brasil. Cabe Destacar que Hip-Hop, cultura de rua, viria a se tornar um disco clássico, de valor documental, considerado essencial para se entender a história do Hip-Hop no Brasil. (TRIUNFO,2014)

Paralelamente, no mesmo período a equipe também continuou a trazer ícones do soul e do funk, como James Brown Betty Wrigth e Roger Troutman, zapp. E para consolidar o êxito do Rap naquele ano, a equipe Circuit Power, realizou um show do legendário grupo Run-Dmc no Clube House, em Santo André, São Paulo.

Em agosto de 1989, Milton Sales que foi empresário na época dos Racionais Mcs teve a idéia de criar o “Movimento Hip Hop Organizado”.Onde o coletivo tinha como objetivo orientar os jovens do Hip-Hop e direcionar suas ações reivindicações de maneira organizada, de forma a definir atribuições a cada integrante.

Em março de 1993 a estação de Metrô São Bento, em São Paulo, sediou a 1ª mostra nacional de Hip Hop, um festival histórico que reuniu público estimado em mais de cinco mil pessoas e contou com a participação de vários grupos de breaking e grupos de rap. No palco um dos destaques foi Nelson Triunfo, que cantou seu rap “O Cara” ao lado do funk & Cia.

Além das apresentações artísticas e disputas entre bboys, este primeiro grande evento público do Hip-Hop em São Paulo também teve mostra de graffiti, performances de beatboxing e premiação para o dono do maior boombox presente, entre outros atrativos. Foi uma tarde inesquecível, que consolidou a força e o poder de organização da cultura Hip Hop” (Triunfo, 2014, Pág. 255)

Estes Foram Os relatos de Allan Beat aos Jovens de Belém.


 As informações Internacionais - um paraense chamado Diogo sempre viajava para Europa e trazia fitas de música e de vídeo cassete vhs, e tinha uma base na Califórnia o Jovem Karin com informações sobre a cultura hip hop e assim chegou em Belém a revista the source magazine que tinha na capa a foto de Grand Master Flash, Áfrika Bambaataa e Kool Herc. Nesta edição relata a história da cultura, notas sobre o programa Yo Mtv Raps e ações da zulu nation, nos Estados Unidos da América.


A FUNDAÇÃO DO 1 MOVIMENTO HIP HOP BELÉM /MHOP, E A BANCADA RAP GOSPEL.


A Revista The Source Hip Hop e o Programa Yo Mtv Raps edição Brasil no canal 25 UHF.


No ano de 1993 chega mais informação noticias em nossas mãos vindo da gringa  UMA REVISTA COM O NOME  "THE SOURCE" FORÇA HIP HOP COM AS NOTICIAS DA HISTÓRIA DO HIP HOP E NA FOTO ESTÃO O TRIPÉ DESTA CULTURA.


Os pioneiros na Frente: Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, Kool Herc, Chi Modu. Em pé: Jon Shecter, Delphine Fawundu, Chris Callaway, Christina Casiano, TC Islam, Yolanda Jackson, irmão Big Man, Jaquan, Cindy Campbell, Gestapo, Nelson George. Photo de Dirk Westphal para Revista The Source Magazine , Edição n º 50, novembro 1993.
DESTA FORMA APRENDEMOS A CULTURA HIP HOP DE BASE



O Programa Yo Mtv Raps Chega no Brasil Canal 25 UHF e Antenas Parabólicas







A Cultura hip hop teve suas informações no brasil com o programa yo mtv raps que começa com os clips de Grand máster flash and the furious five e áfrika bambaataa com Planet rock que neste clip aparece o racha entre os Dynamic Rockers e Rocksteady crew, e na programação da MTV aparecia sempre entrevistas com run dmc, áfrika bambaataa, krs one, tupac, mr biggs,e os artistas hip hop que se apresentavam no programa soul train,além de matérias do hip hop nacional com thayde e Dj Hum em seguida um jovem de belém chamado diogo viaja para Europa fazendo morada na frança e por ser conhecido de marcos albuquerque e carlos o mesmo repassa a história dos elementos para marcos através de revistas e fitas de vídeo da battle of the year,freestyle sessions desde a 1 edição na Alemanha com o cara de preto do grupo air forçe crew que depois entrou para o stylements ,fita do storm e seus fundamentos e as fitas de vídeo da ,bboy summit,radiotron,e fitas k7com variedade de música Rap.

A programação também incluia a cultura hip hop brasileira com as informações sobre o que estava acontecendo em São Paulo e nós gravamos fitas K7 com um Deck de Gravação Saindo da TV as Músicas e Videos para ver e escutar nas reuniões e antes de tudo sempre nos reunimos para falar qual a informação da vez que apareceu no programa e assima gente ficava antenado nas novidades e assim faziamos treinos dedicados nas bases nas escolas e associações comunitárias além de levar as músicas para as praças da cidade e no centro de diversões Can, onde faziamos a grande Roda para Manter o Hip Hop e em Seguida iamos andando para frente do Mercado de São Brás .





 Os Amigos Diogo, João Paulo e Marq Conseguiram fitas de vídeos com Informações do que seria o princípio dessa cultura mais a contribuição de Allan Beat. E assim A equipe old school dos breakrs de Belém, Djs e Rappers do Fator contrário, Mcs e o grafiteiro Wellington, se reuniram e a partir destas informações criaram o movimento Hip Hop dos pioneiros de base de Belém. No entanto, devido a repercussão das notícias nas Tvs e Jornais onde Mc Jack com Ronney yoyo e outros aparecem na Tv Cultura falando do Movimento hip hop organizado, surgiu a idéia de que ao nome conhecido por movimento Hip Hop organizado, deveria se acrescentar “Pará”, porque o foco era atingir todo os municípios e também homenagear o Estado criando a identidade Cultural com a cultura hip hop tipicamente Paraense do Carimbó ao Hip Hop. 


A partir  destas bases de conhecimento e informações concretas sobre a cultura hip hop,agradecemos a todos que nos ajudaram a ter informação de verdade, não misturando com outros movimentos e teorias  e assim,desta forma sabiamos das noticias do mundo hip hop nos Estados Unidos e de Sampa através do Relato de Allan beat e pela Revista The Source hip hop e também do Programa YO mtv raps e com estas informações conseguimos entender que:

A Cultura Hip Hop,foi entendida como: ferramenta de construção abrindo janelas estendendo pontes,seus organizadores se propuseram a divulgar este trabalho dentro da comunidade possibilitando o diálogo e reafirmando que todos somos iguais perante a lei,uma manifestação de cultura de rua que conseguiu dos guetos nova  yorquinos  para o mundo e tendo seus elementos como proposta renovadoras de conseguir reunir pessoas e unir a força da expressão através da criatividade surgindo assim o reconhecimento da necessidade de inclusão de todos e todas somando principalmente na vida dos negros,indigenas,latinos e de todo mundo.


Nós Entendemos que: o "Movimento Hip Hop", tem o assessoramento de sua representação mundial a zulu nation para fazer o que é o correto,fortalecendo conceitos e propostas de educar e orientar o objetivo planejamento de ações de atuar participar em projetos sociais ,cuidar de questões artisticas, produções culturais sociais e projetos políticos governamentais e municipais que beneficiem as comunidades e ao que mais precisam nas suas linguagens e expressões no âmbito da arte.


Seus organizadores e produtores culturais se propõem a divulgar o trabalho realizado nas comunidades com o reconhecimento dos artistas hip hop de cada bairro da cidade lutando sempre para diminuir as distâncias sociais ajudando na diminuição da violência e combate contra drogas entre as gangues da cidade de nova York este foi o 1 grande feito do movimento hip hop mundial.

Com este conhecimento Assim surge em Belém a fundação do primeiro movimento organizado do Pará, em novembro de 1993.

O Hip Hop Belém, ficou Conhecido Nacional e internacional 

pelo nome Movimento Hip Hop organizado do Pará-MHOP

O Mesmo Conseguiu abrir portas,ser o alicerce nas produções da cultura Hip Hop no Estado do Pará, este firmou a Cultura em São Brás, organizou a cena, estrutura o trabalho e desenvolvimento, faz tudo aquilo que era necessário para se realizar intervenção e/ou evento cultural voltado para a comunidade em geral, sempre regados a música e dança, transformando o cotidiano das comunidades em verdadeiras intervenções artisticas, levando conscientização e recreação aos jovens das periferias,arrecadando alimentos e levando as doações para famílias em condições de vulnerabilidade social.

O Movimento passou a ser o carro-chefe quando se fala difusão e desenvolvimento de noticias em cenário de projetos, eventualidades Hip Hop em Belém do Pará, sendo inicialmente formado por crias da fundação curro Velho,Leitores da biblioteca Arthur Vianna do Centur,que viram de perto o projeto Pré Amar e assim se incentivaram,com o estudo e pesquisa de fazer algo igual e se Tornaram o hip hop em movimento com todos e todas,apoio e orientações de profissionais,professores, arte   educadores ,artistas,Fotografos,Palestrantes,articuladores, com causas sociais, culturais e artísticas que visam fortalecer o cenário paraense por meio de intervenções, palestras, ações sociais, eventos, festivais, etc.

O movimento funciona da seguinte forma: intervém em determinado lugar da cidade realizando oficinas e palestras no sentido de fazer com que este ambiente mude a forma “cotidiana” de ser visto, então através de arte e lazer, o movimento vai tomando espaço, fazendo com que os jovens daquele determinado lugar sejam atingidos pelo papo cabeça e arte das atividades oferecidas naquele determinado evento ou intervenção, com essa política de paz o MHOP, passou a ser bem visto, o reconhecimento veio com o tempo, por seus resultados, projetos sociais e culturais.


A BRG Bancada Revolucionária Rap Gospel.

Tudo Começou no anos 90 com o Grupo JCA e Assim surge em seguida o nome da BRG Tendo: Jackson Ênfase, Sandrão, Bira, Naelson, Ronildo, Andresson Anjo, João Batista, Blindado e amigos dos grupos de Belém por motivo de resposta à violência nos bairros Terra firme e Guamá, criaram um projeto também chamado: J.C.A - Jesus Cristo em Ação, que assim poderiam estar em todas as praças e igrejas, utilizando a cultura Hip Hop como ferramenta de construção social, falando da paz que vem de Jesus Cristo e as maravilhas de Deus. Estes deram um grande exemplo de fazer a cultura Hip Hop acontecer nas ruas e praças da cidade de forma organizada e legitima, como por exemplo, a idéia de Paz como ferramenta do Hip Hop Belém,isso impulsionou a realização,e festa de celebração, contribuição de serviços prestados às comunidades carentes, tornando o Hip Hop um movimento de caráter social, quebrando paradigmas.

A História do Rap Feminino da cidade de Belém,  iniciou- se  em meados dos anos 1996,  Com o Grupo  JCA  Nany e Negra Lu, motivando outros grupo, como Quimica Perfeita, e MGC (Mulheres Guerreira de Cristo), Nyna / Keice /Rafa  Marcia/ Negra Cy /Dani Nany / Negra Lú, Que motivadas em Cantar Rap na BRG (Bancada Rap Gospel), Movimento Hip Hop Paraense. Com os demais grupo como;  JCA , Quimica Perfeita e MGC, com a principais participações  no CD Mundo de Sonhos do Grupo JCA, demais shows de  artistas de renomes como o Rapper GOG, Abertura do Show do grupo  Racionais Mcs Em Belém. O Grupo de rapper  motivou  muitos talentos  para a atualidade.

Titulado o primeira manifestação Feminina de mulheres na Cena  do Rap em Belém Pará inspiradas pelo Eventos de Rua da BRG  e JCA, consolidando seu Espaço no Movimento Hip Hop.




Abertura Show Racionais Mcs



  
Abertura Show do Gog





Naquele tempo os Rap Boys tinham um carro grafitado chamado hip hop móvel com muita música parava nas praças, comunidades e praias fazendo acontecer a caravana hip hop móvel revolucionando as ruas de lazer e fazendo o hip hop em movimento semelhante com o carro som de kool herc no bronx.

As palestras de Conhecimento 5 elementos foram desenvolvidos em Belém nas Escolas e projetos Sociais aliados a prevenção às drogas,realizadas com marcos.

Desse modo se pode dizer que diversos estudos têm demonstrado os valores positivos da cultura Hip Hop no Pará, Brasil e em outras partes do mundo.

O movimento Hip Hop, originado da necessidade de sociabilidade de jovens das periferias de grandes centros urbanos, oferece ao espaço urbano (bairros, ruas, esquinas, escolas etc.) elementos de identificação e formação para adolescentes, que se traduzem na resistência à ideologia dominante, discriminadora e mercadológica, que constitui a indústria cultural e seus símbolos (MAGRO, 2002).


A EVOLUÇÃO DO MOVIMENTO HIP HOP EM BELÉM DO PARÁ


Nos anos 90 jovens dos bairros do: barreiro, pedreira, providência, telégrafo e sacramenta, se concentravam em vários lugares: na escola técnica Magalhães Barata ao lado da universidade do estado do Pará - UEPA, e no centro da associação dos moradores do providência, na escola Renato Pinheiro Condurú,e na escola salesiano do trabalho e nestes locais aconteciam os projetos do hip hop diga não ás drogas e sim a dança break aprendendo sobre o movimento e os elementos da cultura, assim aos Sábados e Domingos, depois do almoço aguardávamos, a presença jovem de todos os bairros de Belém para encontros, reuniões e informes de atualidades sobre o movimento e coisas novas que apareciam na Mtv, não havia internet mas funcionava e assim íam felizes para as danceterias e se divertiam.

Nos anos de 1994 a 1996, os encontros fixos aconteciam aos sábados na escola Renato Pinheiro Condurú, sendo convidados vários grupos para treinar e trocar idéias com o movimento MHOP e assim repassar as informações de revistas, vídeos e filmes, fazendo a multiplicação do conhecimento sobre as noticias do Programa Yo Mtv Raps canal 25 MTV UHF, gravando fitas de vídeo e de música para todos que nos pediam para assim saber mais sobre a cultura Hip Hop.

Ainda no contexto anteriormente abordado, aconteciam os lendários rachas: bairros vs bairros, onde se dançava primeiro em frente ao mercado de são brás, para depois irem as festas e danceterias da cidade, tais como: spectron, bolero, subssar, círculo militar, metrô, boate da tuna,shopp hauss, play house, etc.

As notícias da repercussão deste movimento de jovens, conhecidos e reconhecidos, tornou os grupos procurados pela Prefeitura de Belém para fazer parte dos projetos TV de rua e caravana do povo, onde havia carretas que se tornavam palcos, indo a todos os bairros de Belém, inclusive até ao distrito de mosqueiro de 1996 a 2004.


Foram fundamentais nesse processo: os Grupos de Bboys Street Player Gut, Furacão, Ninja, Wellingthon, Barão, Claudionor, Cacau, Juntamente com os Rap boys Fera e Maluquinho, Jhon, Jeff, Marcos. América Rap Mauro, Reginaldo Cobra, Socorro, Junior, Alex, Dinho, Rap Street e Geração Rap barreiro, Pet ,Alex, Pitter, Geração Break Tf Alonso,censo,chiba,victor, o Revolução das ruas com pantera e regis tf, night boys e rap brothers do bairro do Barreiro, xaréu,marlon e márcio, New Star Funk Japa, Cyborg Nego bala, Perfect Break Cleiton,Nildo,Ronaldo, Dj Rap Denis,Robson, Electro boys 2 geração Mauro e Sam dos bairros do jurunas e cremação.

O Conhecimento Sobre a Consciência Negra das matrizes africanas neste tempo entre nós do movimento o responsável  pelas informações foi o Jollivan Grupo Tecno Rap , que foi o primeiro grupo entre nós a ter participação no movimento negro CEDENPA ao Qual estava Escrito em suas Camisas de um lado Tecno Rap e do Outro Lado o Movimento Negro. 

Os Beats of boys do bairro do Benguí, Pascoal,Geovane,Ratinho,michel.  Black white do Guamá, domingos bigola,chinelo,Carcaça,reginaldo, Explosão Rap Denis beleza,Junior, Rap Star com Djavan,Jorge e the Moviment Rap do bairro da Marambaia,Junior,Conguinha,Elias, Paulinho e Josymar.

As Pioneiras Mcs Mgc e Quimica Perfeita do Guamá 1996 e as  Rap Girls 1997 primeiras Bgirls e Mcs  de Icoaraci Preta e Suas Irmãs contribuíram para a difusão e acolhimento de vários Membros do hip hop Belém que aos finais de semana se deslocavam a Icoaraci que também contavam com o Mega Rap Rogério e Shark.  (Mestre Marcos2017)


Contribuiram para a Difusão da Cultura hip hop em Belém:


B.boys:Armando,Jorge Break,Arlindo,Elsion,Paulo Fera,Lucas Maluquinho,Luiz Augusto Gut,Cacau

Zeca o Furacão,Marcos Zulu Ninja,Spock Welligthon Grafiteiro,Cacau,Raimundão,Barão,Márcio B.

Rap:Fator Contrários Mcs Carlos Lavareda, Rafael Conde,Davi Reis,Yano Mano, Rap Girls, Icoaraci,  JCA  BRG bancada revolucionária Gospel que desenvolveram o hip hop criativo as passagens da palavra de Deus,no Guamá e no tucunduba criando a biblioteca o quilombo do saber onde reuniam com bronze,índio,nani,negra lu,preto r, ziza,nina,keyse,nega ci,afro mc e rafa.

A Bancada Rap Gospel Jackson,Dani,Mano Bira,Sandrão,Andresson Anjo,JõaoBatista,Naelson,Ronildo,Mina Jack,Wey Efésios Mcs,  AS Manas Pioneiras do Rap Nany e Negra Lu, motivando outros grupo, como Quimica Perfeita, e MGC (Mulheres Guerreira de Cristo), Nyna / Keice /Rafa  Marcia/ Negra Cy /Dani Nany / Negra Lú. 

Terra Firme o grupo Mbgc, Pjor, Marcelo Magno,Tite,Muslin, Marcos Lgee, Mano Ice,Preto A.

DJs: Magal Sid,Sérgio Lobo,DJ Saulo Teixeira,DJ Roberto Funk, Dj Ênfase, Morcegão,Dj Rg. 

Graffiti: Wellington, Spiro, Metal & Cely,Grafiteiros de Marituba e Ananindeua.

As primeiras Rodas de Rimas em Belém Foram feitas nas rodas de break da praça do Jaú e  Half Pipe  avenida duque de caxias próximo Cassazum com Fator Contrários Mc’s e Outros que Somaram.

O inicio dos campeonatos de break foi realizado em são brás por Pascoal do Mhop.

Primeiro mutirão de graffitti foi realizado em um muro de uma escola na rodovia Arthur Bernardes bem ao lado da igreja perpetuo socorro e foi realizado pelo Rap Street barreiro.

Estes Jovens de Belém levaram o hip hop para Ananindeua ,Marituba e toda a Belém sendo que os jovens do mhop atingiram os municípios com oficinas via fundação curro velho e também conseguiram levar o hip hop nas casas de detenção fasepa antiga funcap e aos Municipios do Pará. 

 Desse modo, foi possível vidas transformadas do negativo para o lado positivo pela cultura Hip Hop, fazendo a multiplicação do movimento organizado do Estado do Pará, trazendo informações de tudo que foi vivenciado, a experiência cultural por essa influência do hip hop raiz como bem social na vida de quem pratica e assim desta forma foi possível ver vários jovens saírem de gangs de rua e do uso de drogas,tendo excelentes resultados de superação jovens formados em universidades que saíram das ruas para as salas de aulas e projetos abraçando o lema: "diga não às drogas" e "sim a dança e a vida".

Durante os anos de 1996 a 2000, e de 2000 a 2004 o movimento hip hop esteve no palco do TV de rua e na Caravana do povo ao vivo em todos os bairros, com o mestre de cerimônia Alberdan Batista no microfone para que as pessoas, pudessem entender que o Hip Hop estava presente e que se constituía de cinco elementos. Fizemos isso por anos, com amor e dedicação à cultura e com a graça de Deus, conseguimos fazer tudo com fé, comprometimento, coragem e determinação.

( Mestre Marcos Arquivos do MHOP).




Imagem 9: 10 Anos da Equipe MHOP/2003

Fonte: Arquivos do MHOP em São Brás


O processo educativo não-formal e informal que acontece no Hip Hop gira em torno da criação de novos espaços e modos de existir dos moradores  da periferia na sociedade brasileira. Esses novos espaços criados pelos jovens que constituem o movimento Hip Hop brasileiro ajudam a construir uma outra visão sobre a vida dos adolescentes, permitindo que eles se vejam como protagonistas de ações propositivas que contribuam para soluções dos problemas de nossa sociedade ou para transformação da ordem social (MAGRO, 2002).


Segundo Marcelo Yuka,“Há muitos anos na luta social urbana, Estes guerreiros foram incentivados pelos pioneiros, por meio do filme Beat Street, aprendendo as informações de como fazer a cultura acontecer e a entender o hip hop em caráter de movimento, compreenderam e respeitaram as informações dos mestres da cultura da década de 1984 a 1993, como força de expressão e incentivo para dar a continuidade de uma linda história que desenvolveu o crescimento e a preservação da identidade cultural do hip hop de Belém. É em sua essência o hip hop se explicando e se ampliando para todos e todas sem ingenuidade e com poder crítico e autocrítico, sendo o quinto elemento exercido não só por quem quer, mas por quem a muito entendeu que o conhecimento e que os livros devem estar juntos  e misturados a qualquer manifestação popular. ”(Marcelo Yuka,2017).


O Movimento consegue se articular e participa,realiza vários projetos em belém,Em 2003 celebram 10 anos na Praça de São Brás,e no ano de 2006 levam o hip hop para o Teatro Waldemar Henrique com o Espetáculo “Grito da Periferia” e neste ano um membro do mhop Maluquinho Estilo de Belém foi o vencedor da primeira seletiva da Bc One em Mosqueiro e no ano de 2009 o mhop foi convidado Pelo Fórum Social Mundial na Ufra,para fazer um campeonato com bboys do brasil,no ano de 2011 no Teatro Margarida Schivasappa fazem a primeira semana do hip hop com a presença de Rapadura no 1 Festival Paraense da Música Rap que finalizou na Black soul Samba no Palafita, e um ano depois juntos com professor Carlos silva,Neto e Marcos conseguem aprovar em 31 de julho de 2012 a Lei nº 8.942 que institui a Semana Municipal da Cultura Hip Hop, a ser realizada anualmente, na primeira quinzena do mês de novembro, que passa a integrar o calendário oficial de eventos do município de Belém, e dá outras providências4.



MOVIMENTO HIP HOP PARAENSE DO PARÁ É RECONHECIDO 

PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO HIP HOP ZULU NATION 


2010 CELEBRA O INICIO DA REPERCUSSÃO INTERNACIONAL 

DO MOVIMENTO HIP HOP DO PARÁ OFICIALIZADO TEM  AUTONOMIA PARA CRIAÇÃO DO CAPITULO ZULU NATION PARÁ CELEBRANDO OS INDIGENAS BATIZAM COM NOME ALMA INDIGENA DA AMAZÔNIA AMA ZULUS REPRESENTANTES  DA CULTURA HIP HOP PARAENSE CERTIFICADOS OFICIAIS  



Mc Rapadura 1º Festival da Música Rap paraense final no Palafita.




Pelé do Manifesto no Festival Hip Hop Belém 









 
Áfrika Bambaataa e Mestre Marcos 







Em 2013,comemoram 20 anos de estrada no Pólo Joalheiro Igama São José Liberto com a Bc One Tour Korea,no Mesmo ano e Local Realizam a Euro Battle Portugal,Em 2014 comemoram na Escola de Teatro e Dança da Ufpa a Seletiva da Red Bull / França,Dentro do Teatro Claúdio Barradas, e a Grande Final da América Latina no Parque dos Igarapés, assim em 2015 comemoram o Festival na Estação das docas com seletivas e finalmente levam o Festival Hip Hop para um dia inteiro no Centro de Convenções da Amazônia Hangar com a Seletiva Freestyle Sessions Los Angeles entre os anos 2013 a 2018,o Festival Hip Hop anual faz uma grande Festa na Praça da República com Seletiva Battle Of The Year , tirada de documentos e vários serviços sociais, proporcionando a mesma valorização da cultura Hip Hop como as block partys nos Estados Unidos, onde o encontro de famílias é a principal causa da celebração, tendo crianças jovens e a melhor idade, participando juntos sendo um encontro de familias.


Mestre Marcos  DJ Ney Shekná Festival Hip Hop Polo Joalheiro Igama 

Celebração 



Celebração no Teatro Claúdio Barradas UFPA Escola Teatro e Dança




Final Mundial na América Latina BC One Parque dos Igarapés Belém Pará Brasil













  Trabalho Lindo da Mana Trançadeira 
 Festival Hip Hop Belém no Hangar






DJ Magal Mestre Marcos Fera DJ Morcegão




LGBTQIA+ no Festival Hip Hop Belém 





Projeto hip-hop Belém em Shoppings


Vanguarda Mestres que levaram o hip hop belém a feira do livro desde o inicio 


Vanguarda Mestres que Fizeram Show 
Hip Hop Belém e Orquestra Sinfônica 






































































Em 2016 o MHOP recebe na Assembléia Legislativa do Pará, a medalha dos direitos humanos Paulo Frota, em reconhecimento da arte para a Diminuição da violência, e a causa de inclusão social, comprometimento com pessoas e grupos de risco social, oferecendo a ferramenta de construção com cultura Hip Hop de forma positiva para resgatar e inibir a inserção de crianças e jovens no mundo do crime e das drogas, sendo ponto de luz no fim do túnel, contribuindo com crianças e jovens a sair dos pontos negativo e assim partir para escolhas de forma positiva, aprendendo a conviver com cidadania e a entender que a vida é bem mais produtiva e feliz, sem violência.

Fonte: https://observatorio3setor.org.br/movimento-de-hip-hop-do-para-recebe-medalha-de-direitos-humanos/ /


Em novembro de 2017, o MHOP se apresenta no 12º Festival se Rasgum no Show do pai do Hip Hop, Áfrika Bambaataa e o líder mundial da cultura Hip Hop de Nova York, Bronx, visitam o festival de 24 anos do Mhop na Praça Batista Campos.


Mestre Marcos, Prince Wipper Fantastic Five, DJ Áfrika Bambaataa & Lord Yoda







4        Informações       contidas      disponível      em       https://leismunicipais.com.br/a/pa/b/belem/lei- ordinaria/2012/895/8942/lei-ordinaria-n-8942-2012-institui-a-semana-municipal-da-cultura-hip-hop-a- ser-realizada-anualmente-na-primeira-quinzena-do-mes-de-novembro-que-passa-a-integrar-o- calendario-oficial-de-eventos-do-municipio-de-belem-e-da-outras-providencias. Acessado em 15 de maio de 2019.


Resultados do HIP HOP BELÉM  MHOP 1993


Histórico de atuação e ocupação do espaços públicos pelas crias da Fundação Curro Velho.


Jovens que unidos conseguiram levar a cultura para o centro de convenções da Amazônia,pólo joalheiro,estação das docas,Pará clube,fundação curro velho,fundação cultural do Pará e assim para todos os municípios do Estado do Pará. Tendo os contatos internacionais com os campeonatos mundiais,Battle of the Year,Euro Battle,Red Bull BC One,Freestyle Sessions,Break the Floor



Produção:Realizações de Festivais e doação de alimentos a quem se destina o produto gerado pela manifestação cultural ajuda comunidades crianças jovens e viúvas.








Imagem 10: MHOP Festival Hip Hop Belém ano 24 na Praça Batista Campos

UZN Mundial em Belém  Comitiva dos Estados Unidos,Naf,Prince Wipper,DJ lord Yoda e Áfrika Bambaataa participando dos 24 anos do movimento no Pará.

Fonte: arquivos do MHOP 1993.


Em 2018 os 25 anos do Mhop Celebra a Seletiva Mundial Red Bull BC One Cypher Belém No Teatro Waldemar Henrique e no Anfiteatro da Praça da República a BOTY 1v1, onde todo domingo tem, o Projeto Zulu Cypher o Encontro de Familias que acontece ao lado do Teatro Waldemar Henrique com o Movimento Hip Hop Organizado do Pará.



O Capitulo Oficial Indigenous Soul Alma Indígena da Amazônia foi oficializado pela Zulu Nation e Áfrika bambaataa, Batizou Marcos Albuquerque Mestre Ministro do Hip Hop Mundial Sendo um dos importantes Representantes da Zulu no Brasil.

“É incrível como esse movimento Mhop dos jovens, contagiam a cidade e realmente eles estão seguindo os mesmos passos do Hip Hop do Bronx em sua originalidade tendo os old schools mantendo tudo isso vivo”. (Bambaataa, 2017). Vale ressaltar, portanto nesse contexto histórico do movimento Hip Hop em Belém, portanto, a fundamental importância do MHOP. (Lord Yoda,2017).

Esse movimento específico tem notoriedade na questão histórica do Hip Hop na capital paraense, assim em como sua continuidade e expansão. É importante ainda ressaltar que de acordo com as palavras de Bambaataa, a questão da originalidade foi mantida, a essência, o espírito do movimento. O Hip Hop de Belém passou a ser visto não só como uma gama cultural de entretenimento, mas ganhou legitimidade e respeito por seu forte potencial transformador.


                                              Imagem 11: Paulo Fera, Mestre Marcos,Nelson Triunfo, Lucas Maluquimho.





São Paulo/2015. Reunião com o Pai do Hip Hop Nacional.

Fonte: Arquivos do MHOP

Segundo Nelson Triunfo Afirma “Estes Jovens Fera,Maluquinho e Zulu Ninja construíram com as informações e desenvolveram um movimento organizado no Pará e que seus esforços em fazer um hip hop que se importa pelas famílias e comunidades doando alimentos e palestras de prevenção ás drogas somando para  a diminuição da violência, seus resultados conseguiu chamar atenção do mundo e chegar nos Estados Unidos e fazer parte da organização mundial a Zulu Nation, acompanho os resultados e os parabenizo eles conseguiram manter vivo o hip hop de Belém com várias produções nacionais e internacionais suas bases são verdadeiras e batem junto a história do meu livro TRIUNFO, Nelson. Do sertão ao Hip Hop.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

A própria característica de Belém do Pará, capital com vasta zona periférica, foi fundamental para que o processo em forma de arte, aqui encontrasse um terreno fértil. É extremamente interessante saber que a essência do movimento Hip Hop Organizado do Pará que está ligado ao desejo de paz social, sendo: livre, laico, sem partidos e a negação às drogas, diferente do que comumente alguém possa pensar. Tal Reconhecimento ajudou a desconstruir a imagem pejorativa e generalizada de que hip-hop era “coisa de malandro” um rótulo preconceituoso que ainda era comum aos leigos e propagado por boa parte da mídia.

O movimento cultural em questão sempre se destacou por dar voz e vez às mulheres, reconhecendo sua potência histórica e cultural. 

As fotografias que registram esses momentos comprovam a relevância dessa participação, articulada também pela BRG e pelas Manas do MGC, além do grupo Química Perfeita. Essas pioneiras MCs do Pará marcaram a história ao realizar a abertura do show do artista Gog e, posteriormente, dos Racionais MCs. Tais acontecimentos evidenciam que este movimento promove a expressão artística feminina, e também reafirma seu compromisso com o conhecimento, o respeito e a valorização da diversidade. 


No meio acadêmico, observou-se um crescente interesse de universitários em compreender os detalhes da trajetória do hip hop em Belém desde seus primórdios. Esse interesse foi especialmente notável entre aqueles que não pertenciam diretamente à cultura, mas que, ao presenciarem jovens dançando na Praça de São Brás, interpretavam equivocadamente tais práticas como desprovidas de politização. A partir dessa percepção inicial, muitos passaram a registrar e pesquisar de forma independente, entrevistando qualquer pessoa presente, sem distinguir entre novatos e membros fundadores do movimento. 


Com o tempo, surgiram os primeiros trabalhos de conclusão de curso na Universidade Federal do Pará (UFPA). Entretanto, tais produções revelaram a necessidade de ajustes metodológicos e de maior rigor documental, uma vez que se apoiavam quase exclusivamente em relatos escritos. 

Em alguns casos, dissertações de mestrado e teses de doutorado apresentaram conflitos de interesse, ao restringirem sua análise a um único bairro, sugerindo erroneamente que ali teria se originado o hip hop em Belém. Esse reducionismo levou outros acadêmicos a reproduzirem a mesma narrativa, consolidando uma versão parcial da história. 


Um episódio marcante ocorreu em uma reunião no antigo Instituto de Artes do Pará (IAP), quando um universitário reconheceu publicamente que, ao elaborar seu artigo sobre hip hop, desconhecia o Movimento Hip Hop Organizado do Pará (MHOP) e os detalhes de sua gênese. 


Foi necessário que novos pesquisadores, já formados, trouxessem à tona informações mais consistentes, ressaltando a importância de entrevistas com os mestres e pioneiros da cultura. 


Esses estudos demonstraram que o hip hop em Belém emergiu no bairro da Pedreira, nos anos 1980, com grupos como os Electro Boys e os Irmãos Break. 


Esses jovens pioneiros foram convidados para dançar na estréia do filme Beat Street, realizada pela Rádio Cidade a van premiere no Cinema Olympia em 26 de novembro de 1984, marco que consolidou a presença da cultura hip hop na cidade. 


Assim, torna-se imprescindível que os novos trabalhos acadêmicos — sejam TCCs, dissertações ou teses — avancem para além da escrita isolada, incorporando provas documentais, registros visuais e entrevistas com protagonistas da época. Somente dessa forma será possível construir uma narrativa fiel, que reconheça a vivência e a contribuição dos agentes históricos do hip hop em Belém, evitando reducionismos e assegurando o devido respeito à diversidade cultural que caracteriza esse movimento.  


É no bairro da Pedreira que se comprova a união dos elementos constitutivos da cultura hip hop — break, DJ, grafite, rap e conhecimento — consolidando-se como espaço de origem e fortalecimento desse movimento em Belém. Em 1993, com a realização do show do grupo Sampa Crew e a doação pelo Allan Beat do LP Cultura de Rua Hip Hop, o Pará recebeu influências nacionais e internacionais como o programa Yo Mtv Raps que culminaram na criação do primeiro movimento hip hop organizado do estado.


A trajetória, entretanto, remonta a experiências anteriores: os primeiros MCs, como Black Man (1986), e o grupo pioneiro de rap Fator Contrários MCs (1987), oriundo do Barreiro. As Manas Pioneiras Mcs Mgc e Quimica Perfeita do Guamá Também se destacam os Rap Boys — Fera, Maluquinho, Gut, Furacãon, Jhon,Jeff, Marcos — reconhecidos como a primeira crew de break de Belém. No grafite, nomes como Wellington e Boka marcaram presença, enquanto na discotecagem se sobressaíram DJ Roberto Funk,Dj Morcegão DJ Sérgio Lobo e DJ Magal. Esses agentes culturais, realizaram grande Contribuição Cultural, lutaram por conquistas coletivas e, com suas experiências, despertaram a outras e outros incentivando-os como arte-educadores, artistas,promovendo oficinas dos elementos do hip hop em escolas e projetos sociais. 


A relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a criação de leis estaduais e municipais que instituíram o “Dia do Hip Hop”, fortalecendo o reconhecimento da cultura como ferramenta de desenvolvimento artístico e socioeducativo. Tais iniciativas inspiraram a aplicação de modelos de projetos baseados no hip hop em diversos contextos, ampliando sua função como instrumento de construção social. 


Além disso, os pioneiros da Pedreira conseguiram articular conexões nacionais e internacionais, trazendo eventos que fomentaram a difusão da cultura hip hop no Pará. 

O objetivo central dessas ações sempre foi transformar o negativo em positivo, reafirmando o hip hop como prática de resistência, inclusão e valorização da diversidade cultural. A relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a cA relevância desse protagonismo se estende ao campo institucional, com a criação de leis estaduais e municipais que instituíram o “Dia do Hip Hop”, fortaleceNos EUA, o movimento Hip Hop, surge nas periferias como proposta de paz, o que contrariou grupos criminosos, estes passaram a financiar personagens para divulgar o movimento como ligado ao crime nos filmes com o nome de gangsta rap.


Atualmente um Hip Hop descaracterizado passou a embalar o consumismo, manipulado pela mídia. E, é esse Hip Hop que está bastante em evidência. No entanto as raízes do movimento,vão contra a utilização do movimento para atender interesses de mercado. No contexto de surgimento, desenvolvimento e atualidade  do Hip Hop em Belém do Pará, assim como das influências contrárias, internas e externas, como as citadas anteriormente por exemplo; se pode afirmar que o

Movimento sobreviveu, criou raízes, deu frutos e permaneceu, ajudando muitas pessoas a sonharem com um mundo melhor e a buscarem a paz e evitarem as drogas para ter saude para viver,para continuar e ajudar a comunidade.

O movimento Hip Hop que se construiu e se constrói em Belém, se pode afirmar que é fértil, que certamente tem grande contribuição, considerando que o movimento legitimo, inclui pela cidadania construída pelo conhecimento. Neste contexto, há que se ressaltar, portanto, a importância fundamental dos movimentos, entre esses, o MHOP e a bancada Rap Gospel. Tais movimentos certamente fazem parte dessa construção positiva que inclui diversos momentos fundamentais e detalhes muito Ricos e significativos no que diz respeito à vida, à paz, à música, á dança, ás artes de modo geral; à inclusão, à cidadania. 

(Mestre Marcos 2017)



REFERÊNCIAS


JEFF CHANG AND KOOL HERC Can’t Stop Won't Stop: A History of the Hip-Hop Generation (English Edition) eBook Kindle Editora: Ebury Digital


Hip Hop - Da Rua Para A Escola Editora: Sulina


Hip-Hop: dentro do movimento  Ano: 2010 Editora: Aeroplano


LEAL, Sergio. Acorda Hip Hop! Coleção: Tramas Urbanas. Ed. Saraiva, São Paulo, edição 2007.


MAGRO, V. M. M. Adolescente como autores de seus próprios cotidianos. Campinas. Caderno Cedes, 2002. v. 22, n. 57. ago. pg.63-75.


MHOP, A História do Hip Hop Belém.

 

 

Mestre,Marcos Albuquerque:  https://estilodebelemhiphop20anos.blogspot.com/


SANTORO, Rafa. Trajetória de um Guerreiro - Col. Tramas Urbanas. Ed. Saraiva, São PAULO, 2016.


SOUZA, Gustavo. Novas sociabilidades juvenis a partir do movimento Hip Hop. Animus: Revista interamericana de comunicação midiática / Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Sociais Humanas. - Vol. III n 2 Santa Maria, NedMídia, 2004.


SOUZA, Marcelo Lopes de; RODRIGUES, Glauco B. Planejamento urbano e ativismos sociais. São Paulo: UNESP, 2004.

TRIUNFO, Nelson. Do sertão ao Hip Hop. São Paulo: UNESP, 2014.